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N° 303: “ANÁTEMA”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 18 de Junho de 2017

Eu ouvi a seguinte declaração, e parei para pensar: “Quando eu vejo famílias procurando escolas que falam a mesma linguagem que eles, eu ficou um pouco assustada porque é colocar a criança sob a ditadura de um pensamento único”. Quem defendeu isto foi a psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão (1955-…). Rosely tem uma coluna na Band News, e escreve semanalmente para a Folha de São Paulo. Grande revista nacional a considera a maior autoridade paulistana na educação de filhos, e uma das maiores do país.  

Foi Rosely a quem ouvi defender que os pais, em casa, podem exercer seu direito de monitorar e censurar o que os filhos lêem ou vêem; mas, para ela, esse direito inexiste no ambiente da escola. Ao ouvir, tocou a campainha e acendeu a luz amarela na minha consciência. Quando a percebo defendendo que a cosmovisão que se aprende na escola, que é livre, é maior do que a cosmovisão que se aprende com os pais, que é privada, preocupa-me. Quando a percebo defendendo que a “escola deveria oferecer, ao seu alunado, uma visão de mundo na perspectiva do conhecimento”, que é mais ampla, e que permite olhar criticamente para o que os pais ensinam, preocupa-me ainda da mais. A campainha tocou mais forte, e a luz dela ficou vermelha.

Pelo que ouvi na sua coluna no rádio, tive a percepção de que ela sustenta que o ensino paterno (mais limitado e censurado) está sujeito ao ensino da escola (mais amplo e livre), onde a criança, o adolescente, o jovem tem uma visão da realidade como ela é. Pareceu-me ouvir que, sem a escola, que amplia os horizontes de percepção de mundo e de vida, essa criança, ou adolescente, ou jovem, ficará bitolado. E o pior: pareceu-me que, colocando as duas matrizes de aprendizado na balança – a familiar e a escolar – esta última é muito mais rica e libertadora, para ela.

Pensar nisto, para alguns, já cria alguma resistência. Se for para mexer com as liberdades dos filhos, melhor não pensar. Ou, pior: se for para mexer com as comodidades dos pais, melhor não pensar. Muitos pais não estão se interessando, como deveriam, pelo que seus filhos estão aprendendo ou enfrentando na escola. Não raro, quando ‘acordam’, a catástrofe já se instalou. Mais cômodo lhes é, ao chegar em casa, espairecer à frente de uma tevê; ou, debruçar-se sobre a internet, facebook, etc.

Muitos só descobrem o mal que causa, a seus filhos, a submissão aos princípios construtivistas da escola moderna (leia-se “filosofia’ de Jean Piaget, 1896-1980), quando quase não há mais jeito. Quando os sentidos são lentos para perceber o dano, na mente da moçada, que o grau de politização da formação de opiniões vai produzindo, são lentos para perceber, também, os nefastos efeitos que essa estratégia acarreta. Quando os sentidos são lentos para descortinar a tática vil de minar os valores morais dos fundamentos cristãos, com suas ideologias de gênero, quando são lentos para notar a sedução ardilosa e diabólica das ‘indiscutíveis explicações’ evolucionistas, haverá choro (quem sabe, ranger de dentes) quando os efeitos já estiverem consolidados.

Pais, acordem! Há uma tirania mundana, ou melhor, infernal, infiltrada na gestão do saber, a que se tornam sujeitos nossos filhos. Profiro um ‘anátema’ para essa ideia infame, de que a escola deve ser livre para administrar o conhecimento, cujos efeitos até servem de instrumento crítico para o que se aprende em casa (ou, na própria Escola Bíblica Dominical). Pais, despertem!

Os parâmetros seguros ainda estão lá, naquele livro milenar do Criador. Ali, na Bíblia, aprendemos que, com todo o amor que se nos demanda a educação (Colossenses 3.21), não se pode subestimar a necessidade da legítima correção: “…criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor (Efésios 6.4, ARA). Com todo o interesse em que também nossos filhos alcancem a maturidade (Efésios 4.14,150, não se pode subestimar de que o alvo maior é levar cativo todo pensamento à obediência de Cristo (II Coríntios 10.5, ARA). Com todo o incentivo a prezar pela investigação de toda a ciência, e de todos os mistérios, próprio do mister escolar, não se pode olvidar que o fim maior é reconhecer a glória de Deus, o Criador: Deus fez isso [todas as coisas] para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós. ‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele(Atos 17:27,28, NVI).

Sim! Profiro um anátema a essas filosofites e psicologites modernas, doentias, humanistas, falsas, enganadoras, nocivas, tiranas, letais. Profiro um anátema a esses conceitos atraentes, que continuam pavimentando o pedestal do homem, quando, na realidade, estão armando seu cadafalso. Afirmo como o apóstolo João: “Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade” (III João 4, ARC).

Há um autor desconhecido, que o meio musical evangélico contemporâneo só pôde conhecer por suas iniciais. Mas, a sua poesia captura isto com maestria. Sua base foi esse relato do evangelista Lucas. Ela segue abaixo, certamente composta no terceiro quadrante do século XIX. A música foi composta por seu contemporâneo, Asa Hull, nascido em New York em 1828, e falecido por volta da virada do século. Ouça através do nosso áudio player online a interpretação do grupo Bill Gaither and Homecoming Friends. Abaixo, sua letra, e uma pequena ajuda para os que não puderem discernir a língua original. Após as letras, nosso Player online…

SITTING AT THE FEET OF JESUS- 1970
PERMANECENDO AOS PÉS DE JESUS
J. H. T. &  Asa Hull (alguma data no terceiro quadrante do séc XIX)

Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Oh, what words I hear Him say!
Oh, que palavras ouço-lhe dizer
Happy place! So near, so precious…
Que feliz lugar! Tão íntimo, tão precioso…
May it find me there each day;

Que possa eu ser lá achado, a cada dia;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
I would look upon the past,
Olharia eu para o passado,
For His love has been so gracious;
[Reconhecendo que] seu amor tem sido tão gracioso;
It has won my heart at last.
Afinal, conquistou meu coração.

Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Where can mortal be more blest?
Onde pode, um mortal, ser mais abençoado?
There I lay my sins and sorrows,
Ali deponho meus pecados e minhas tristezas
And, when weary, find sweet rest;
E, quando fragilizado, [ali] encontro doce descanso;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
There I love to weep and pray
É onde eu amo colocar-me em contrição e oração
While I from His fullness gather
Enquanto eu obtenho, de Sua plenitude,  
Grace and comfort every day.

Graça e conforto a cada dia.

Bless me, O my Savior, bless me,
Abençoa-me, oh meu Salvador, abençoa-me
As I sit low at Thy feet
Ao assentar-me quedado aos teus pés
Oh, look down in love upon me,
Oh, deriva [dos céus] o teu olhar de amor sobre mim
Let me see Thy face so sweet;
Permita-me contemplar tua tão doce face 
Give me, Lord, the mind of Jesus,
Dá-me, Senhor, a mente de Cristo
Keep me holy as He is;
Guardando-me santo como Ele é;
May I prove I’ve been with Jesus,
Que eu possa estar convicto de estar com Jesus 
Who is all my righteousness!
O qual é toda a Justiça para mim!
(Repete-se)

Sitting at the feet of Jesus  … !!!

AudioPlayer online (controle de volume à direita)

Bom Domingo, boa semana,
 Ulisses 

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 271 : “VOTE PELO SEU FUTURO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 09 de Outubro de 2016

“Será este alguém que queiramos para presidente? Acho que não. O que me importa é o rumo deste país, e estou muito, muito preocupado que esteja caminhando na direção errada com alguém como Donald Trump. Se você se importa com seu futuro, vote por seu futuro”… Quando o premiado ator de Hollywood, Robert De Niro (Robert Anthony De Niro, Jr, 1943-…), disse estas palavras recentemente, a imprensa havia  acabado de noticiar um diálogo lastimável do candidato à presidência dos Estados Unidos, ao qual se refere. Nesse diálogo, com um apresentador de mídia, Trump faz comentários desclassificados sobre mulheres, usando até palavras de baixo calão.

Certamente que De Niro estava se referindo a um futuro próximo. Embora militante publicamente declarado do partido Democrata, em seu país, o vídeo de Trump que lhe provocou ira, decepção e vergonha, provocou sentimentos idênticos até mesmo em correligionários republicanos do candidato. Por conta do que Trump disse, De Niro chegou a declarar que gostaria de esmurrar-lhe a face.

Sua advertência final me chamou atenção: “Se você se importa com seu futuro, vote por seu futuro!” Isso mesmo, Robert. Até eu diria isto. Em duas dimensões, inclusive. Na primeira dimensão, diria isto em face do exercício cívico, como cidadãos deste mundo. Reconheço, deste modo, que é um grande desserviço, não só ao próprio eleitor, mas também à sua família, à sua comunidade (pense, por exemplo, na comunidade da fé), e ao seu povo (município, estado, nação) votar motivado por fatores tais como paixão (como se política fosse como futebol); ou por aparências (sem pesquisar e conhecer os pressupostos e compromissos ideológicos que movem os candidatos e seus “programas”, sem conhecer um mínimo do seu passado ainda presente).

A segunda dimensão me parece mais urgente e preocupante. Está num futuro além daquele que me parece estar no centro da preocupação do artista. Preste atenção na forma como o apóstolo se refere ao assunto: Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (II Coríntios 4.18, NVI). A primeira dimensão de futuro, a que se refere ao dia de amanhã e o que vem depois, o que entendemos ser coisa certa, interessou mais ao Robert De Niro. A segunda dimensão, isto é, a que vem depois do depois, é ainda mais importante.

“Depois do depois”, para mim, significa depois que os dias a serem aqui vividos se acabarem. Eu preciso dizer que “votar nesse futuro” é muito mais importante do que qualquer outra maneira de votar. Pena que essa realidade, para a maioria das pessoas, parece não ser lá muito interessante; por isto, não ‘dão muita bola’ para o assunto. Mas, a revelação divina diz: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácu­la, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1Pe 1.3-5, ARA).

O futuro que corresponde ao “depois do depois” está bem perto. Para alguns, bem mais perto do que imaginam. Ouvi um amigo dizer, recentemente, referindo-se à pessoa de sua família que partiu para a eternidade: um ano atrás, estava aqui, entre nós, conversando e brincando normalmente; quem diria, um ano depois, estaria debaixo de terra?  É verdade: quem diria?… Vale a pena colocar uma atenção mais séria neste assunto.  Eu até tomo emprestada a frase do cineasta: se você se importa com seu futuro, vote pelo seu futuro! Chego a pensar que, se você não fizer isso, é porque não se importa com seu futuro; pelo menos, por enquanto. Sei lá se, quando quiser se importar, quanto isso lhe adiantará…

Vote bem! Vote pelo seu futuro: Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.  Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar.  E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também(João 14.1-3, ARC).

O autor das palavras originais do hino de hoje era cristão, compositor, poeta e militar. Acostumado à rotina diária do clarim no toque de alvorada, passou a associar, diariamente, àquele toque, a expectativa da chegada do “futuro depois do depois” a que me refiro. Ouça, na versão vernácula, cantada pelo Quarteto Templo.

CHRIST RETURNETH (1877)
Cristo Volta (Cristo Voltou, originalmente)
Henry Lathrop Turner (1845-1915)
Música de James McGranaham (1840-1907)

Ouça, com nosso 

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Bom Domingo, boa semana,
 Ulisses 

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
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NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 270 : “MINHA PESQUISA ELEITORAL”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 02 de Outubro de 2016

 

“Isso não dá IBOPE!”… “Este é um palestrante que dá IBOPE!”… Essas frases mostram a penetração social e cultural que o instituto de pesquisa brasileiro atingiu neste nosso país. “Dar IBOPE” se tornou sinônimo de alcançar repercussão de maioria entre a população. Não obstante estar envolto em muitas controvérsias, e sob várias acusações, Carlos Augusto Saade Montenegro (1954-…), que foi presidente daquele instituto fundado em 1942, disse, recentemente, pela aproximação destas eleições municipais, algumas coisas dignas de reflexão.

De acordo com um importante veículo de imprensa nacional, Montenegro (1954-…) “ainda é a cara do IBOPE, o mais importante instituto de pesquisas do Brasil”.  Eis o que ele disse, traduzindo com minhas palavras e sintaxe:

1.     A coisa mais rica no mundo, atualmente, chama-se informação.
2.   Na sua maioria, o eleitor brasileiro decide seu voto nas últimas 48 horas antes das eleições.
3.   Em decorrência disto, pesquisas devem ser vistas com muito cuidado: é em cima da hora que um candidato será ‘eleito’.

Embora eu mesmo não seja dono de um instituto de pesquisas, costumo fazer as minhas próprias. Com base nelas, posso dizer que tenho algumas concordâncias e algumas discordâncias do Carlos Augusto Montenegro.
Ok! Vamos, por partes:
Sob certo aspecto (ou discriminação), concordo que a coisa mais valiosa no mundo, hoje, seja a informação. Mas, acredito que não concorde com ele quanto ao tipo de informação a valorizar assim. O maior provedor de ricas informações para o mundo, hoje, chama-se “Deus”; e suas informações não provêm de pesquisas – provêm de revelação. Estão na Escritura, mas a maioria ignora, ou menospreza esse valioso acervo. Talvez, até você que me esteja lendo. Seja honesto para com Deus, se quiser discutir isso…

Pois bem! Eu digo que na Escritura Sagrada há valiosíssimas informações sobre nossas origens (mas imensuráveis fortunas são gastas para buscar “informações” que conflitam com a verdadeira). Ali há valiosíssimas informações sobre o nosso passado, nosso estado presente e nosso futuro (mas são consideradas fora de moda, irrelevantes). “Pois que eles aborreceram as instruções, e não abraçaram o temor do Senhor, nem se submeteram ao meu conselho, e desacreditaram toda a minha repreensão; comerão, pois, os frutos do seu caminho…” (Provérbios 1.29-31, BCF).  

Quanto ao eleitor, concordo que o brasileiro é, majoritariamente, assim: decide na última hora. Mas, tenho a assinalar que o mais importante eleitor de todos os tempos, aquEle que elege uma alma ao céu ou ao  inferno, nunca decide em cima da hora. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado” (Efésios 1.4-6). Que coisa maravilhosa é quando o propósito prévio do Eleitor Celeste se encontra com a realidade das “urnas da nossa alma”! Quando a eterna escolha divina converge com a abertura do coração de um ser humano!

Concordo que é preciso ter muito cuidado com escolhas “em cima da hora”. No tocante à realidade eterna, olhando do prisma meramente horizontal, digo o mesmo: é muito arriscado. Pode não dar tempo; pode um fato novo fazer mudar de idéia. No tocante à realidade espiritual, mais séria ainda é a advertência: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaias 55.6, ARC).

Minha ‘pesquisa eleitoral’ mostra que há muita gente deixando coisas de suma importância para cima da hora. Deixando a decisão de andar com Deus… Deixando a escolha de seguir, de verdade, Jesus… Deixando a necessidade de ‘mergulhar’ na Sua Palavra, onde as palavras são de vida eterna… Perigoso. Está dito, e repetido! Ouve, quem tiver juízo acima do pescoço!   

Há um autor desconhecido, que o meio musical evangélico contemporâneo só pôde conhecer por suas iniciais. Sua poesia, porém, é magistral. Sua base foi esse relato do evangelista Lucas. Ela segue abaixo, certamente composta no terceiro quadrante do século XIX. A música foi composta por seu contemporâneo, Asa Hull, nascido em New York em 1828, e falecido por volta da virada do século. Ouça, com nosso AudioPlayer online, clicando logo após a transcrição da letra (com tradução "simultânea")

SITTING AT THE FEET OF JESUS- 1970
PERMANECENDO AOS PÉS DE JESUS
J. H. T. &  Asa Hull (alguma data no terceiro quadrante do séc XIX)

Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Oh, what words I hear Him say!
Oh, que palavras ouço-lhe dizer
Happy place! So near, so precious…
Que feliz lugar! Tão íntimo, tão precioso…
May it find me there each day;

Que possa eu ser lá achado, a cada dia;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
I would look upon the past,
Olharia eu para o passado,
For His love has been so gracious;
[Reconhecendo que] seu amor tem sido tão gracioso;
It has won my heart at last.
Afinal, conquistou meu coração.

Wesley Pritchard + Joy Gardner + Stephen Hill
Sitting at the feet of Jesus,

Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Where can mortal be more blest?
Onde pode, um mortal, ser mais abençoado?
There I lay my sins and sorrows,
Ali deponho meus pecados e minhas tristezas
And, when weary, find sweet rest;
E, quando fragilizado, [ali] encontro doce descanso;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
There I love to weep and pray
É onde eu amo colocar-me em contrição e oração
While I from His fullness gather
Enquanto eu obtenho, de Sua plenitude,  
Grace and comfort every day.

Graça e conforto a cada dia.

Bless me, O my Savior, bless me,
Abençoa-me, oh meu Salvador, abençoa-me
As I sit low at Thy feet
Ao assentar-me quedado aos teus pés
Oh, look down in love upon me,
Oh, deriva [dos céus] o teu olhar de amor sobre mim
Let me see Thy face so sweet;
Permita-me contemplar tua tão doce face 
Give me, Lord, the mind of Jesus,
Dá-me, Senhor, a mente de Cristo
Take me holy as He is;
Faz-me santo como Ele é;
May I prove I’ve been with Jesus,
Que eu possa estar convicto de estar com Jesus 
Who is all my righteousness!
O qual é toda a Justiça para mim!
(Repete-se)

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Bom Domingo, boa semana,
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ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
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N° 16 : “AOS PÉS DE QUEM?”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 17 de Julho de 2011

O mundo está enchendo-se de "gurus". Cada dia surge um novo. A TV tem os seus… A internet também. A literatura está farta deles. A Ciência, nem se fala… Até a Política está recheada de gurus…

    Um "Richard Dawkins" para alguns, que se enchem de brio (letal) quando este se inflama a designar "Deus" como um "delírio humano", e a "religião", como a "raiz de todos os males". Um "Lula" para multidões que, sem muito norte na vida, se auto-glorificam na figura de apedeuta de suposto sucesso internacional (até Obama o decantou entre pares…). Um grande comunicador aqui, um outro ali, e o número de ídolos dos meios de comunicação é uma "questão de múltipla escolha" (ponha "múltipla" nisso…). Talvez o nome de Julian Assange não te seja tão familiar, logo à primeira vista; mas, se menciono junto o nome "Wikileaks", pronto: quem não se lembra do "homem-quase-deus" que desbancou segredos de estado trancados a sete chaves, apenas com os truques da internet (e uma ajudazinha de alguns seguidores)… Espanto: depois que foi preso, multiplicaram-se os seus grupos de apoio e de seguidores ao redor do mundo.  Parece que o ser humano se "desmama" para a sua emancipação cultural e intelectual através da infiltração de idéias, conceitos, e até trejeitos próprios de seus ícones. Mal nos surpreendemos a nós mesmos, e nos vemos imitando "gurus"; alguns, bons de serem imitados, outros – maioria – não! Quando a vaidade é exacerbada, a mente e o coração do homem são arrebatados a uma inversão das posições: "de agora em diante, quero deixar de imitar, e passar a ser copiado". Isto equivale à investida numa nova fase, tácita: "de agora em diante, 'guru' também serei!"

   Me lembro de um dos meus valorosos professores, quando quis ilustrar essa realidade humana. Se não me falha a memória, citou ele um dos netos (ou netas), acompanhando a ele próprio e sua esposa no supermercado. Enquanto a esposa olhava com atenção os produtos, pegando com as mãos e examinando com os olhos, ele, sem nada pegar, andava pelos corredores, com as mãos para trás, andar taciturno, olhando aleatoriamente as gôndolas. De repente, ficou admirado ao olhar para trás de si, e viu o neto (ou neta, não me lembro mais, já fazem tantos anos…) andando pelos corredores, poucos passos atrás dele, com o mesmo tipo de andar taciturno, mãos para trás, sem nada pegar (raridade, para crianças), olhando sabe-se lá o que em cada prateleira. Cena quase perfeitamente reprisada. É o jeito humano de ser: imitador por natureza. Talvez por tais tipos de coincidências alguns estejam ainda convencidos de que o homem veio do … … … macaco. 

    Me lembro de uma história que uma tia sempre contou: Certa vez minha mãe lhe cedeu o filho (eu) para passar com ela alguns dias, distante de casa… Na hora de pegar o ônibus, o pequeno "Ulisses", com seus 3 para 4 anos de idade (obviamente ainda analfabeto), fez o mesmo que o tio acabara de fazer: 5 passos à frente do ônibus, para olhar o rótulo do mesmo e conferir o destino. Dizia ela, sempre achando graça: "Como quem soubesse ler alguma coisa, foi lá à frente do ônibus, conferiu o letreiro e, como alguém decidido, seguiu atrás do tio e da tia, a entrar no ônibus, como se já convencido – é esse mesmo!" Penso que todos nós podemos nos recordar de modelos que nos moldaram em alguma medida. Até hoje me vejo, vez por outra, usando o modo peculiar que meu avô usava para endireitar calça e cinto, ao mesmo tempo, junto à cintura, sem usar as mãos – somente os carpos. Modelos: se forem bons, nada de mal (muito pelo contrário). Até Paulo disse : "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (I Coríntios 11.1)

    Falando nisto, aí está a boa dica. Eis aí o melhor modelo. Certa vez, num discurso de paraninfo aos meus alunos "paraninfados", disse-lhes que a última aula iria começar depois da formatura. Disse-lhes também que o "plano de aulas" eu lhes daria naquele mesmo momento, sem mais demoras: "Esquadrinhem os evangelhos, escrafunchem os quatro do começo ao fim; detraiam deles todas as virtudes e todas as características pessoais do Mestre, do Senhor Jesus Cristo.Daí por diante, imitem-no. Será a última aula, mas sem hora para tocar a campainha de término." Sim, porque, neste mundo, podemos nos desapontar com nossos modelos, até aqueles que reputávamos "os bons" de se imitar. Mas, há um com quem jamais se desaponta – o Mestre por excelência. Policarpo de Esmirna, ante a fogueira que lhe esperava, ante os oficiais romanos que lhe prometeram libertação, se apenas exconjurasse de Jesus Cristo, respondeu corajosamente: "Há mais de 80 anos que O sirvo, e ele jamais me dasapontou; como o desapontaria eu a esta altura?" Foi o que faltou para ser lançado às chamas.

    O registro de Lucas 10.38-42 é, por demais, tangente. Enquanto Marta andava de um lado para outro, em torno de seus muitos afazeres, Maria quedava-se aos pés de Jesus, a ouvir-lhe os ensinamentos.

Para mim, nunca pareceu que este texto (as palavras de Jesus) incriminaram Marta por causa do grau de responsabilidade com que procurava desincumbir-se de seus muitos afazeres. Entretanto, levar uma repreensão ao Mestre, porque concordava este que Maria nada estivesse a fazer junto dela, senão apenas "quedar-se junto aos seus pés a ouvir-lhe os ensinamentos", já soava demais, além da conta. Daí, recebeu uma repreensão do Mestre! "… pouco é necessário, ou mesmo uma só coisa". Foi o que Jesus lhe demandou compreender. A melhor parte, escolhendo entre muitos afazeres e o "quedar-se aos pés" do Mestre, foi a escolha de Maria, não de Marta. Quem teria sido o modelo de Marta? O que Maria escolhera para si, já estava claro, evidente! Também nós precisamos nos aplicar no melhor juízo das melhores "coisas" ou "partes", para resultar nas melhores escolhas, para usufruir os melhores benefícios. A propósito, que tal fazermos, cada um de nós, uma séria avaliação das nossas escolhas de modelos, e das nossas escolhas de dedicação e devoção?

   Há um autor desconhecido, que o meio musical evangélico contemporâneo só pôde conhecer por suas iniciais. Mas, a sua poesia captura isto com maestria. Sua base foi esse relato do evangelista Lucas. Ela segue abaixo, certamente composta no terceiro quadrante do século XIX. A música foi composta por seu contemporâneo, Asa Hull, nascido em New York em 1828, e falecido por volta da virada do século. Ouça através do nosso áudio player online a interpretação do grupo Bill Gaither and Homecoming Friends. Abaixo, sua letra, e uma pequena ajuda para os que não puderem discernir a língua original.

SITTING AT THE FEET OF JESUS- 1970
PERMANECENDO AOS PÉS DE JESUS
J. H. T. &  Asa Hull (alguma data no terceiro quadrante do séc XIX)

Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Oh, what words I hear Him say!
Oh, que palavras ouço-lhe dizer
Happy place! So near, so precious…
Que feliz lugar! Tão íntimo, tão precioso…
May it find me there each day;

Que possa eu ser lá achado, a cada dia;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
I would look upon the past,
Olharia eu para o passado,
For His love has been so gracious;
[Reconhecendo que] seu amor tem sido tão gracioso;
It has won my heart at last.
Afinal, conquistou meu coração.

Wesley Pritchard + Joy Gardner + Stephen Hill
Sitting at the feet of Jesus,

Permanecendo sentado aos pés de Jesus
Where can mortal be more blest?
Onde pode, um mortal, ser mais abençoado?
There I lay my sins and sorrows,
Ali deponho meus pecados e minhas tristezas
And, when weary, find sweet rest;
E, quando fragilizado, [ali] encontro doce descanso;
Sitting at the feet of Jesus,
Permanecendo sentado aos pés de Jesus,
There I love to weep and pray
É onde eu amo colocar-me em contrição e oração
While I from His fullness gather
Enquanto eu obtenho, de Sua plenitude,  
Grace and comfort every day.

Graça e conforto a cada dia.

Bless me, O my Savior, bless me,
Abençoa-me, oh meu Salvador, abençoa-me
As I sit low at Thy feet
Ao assentar-me quedado aos teus pés
Oh, look down in love upon me,
Oh, deriva [dos céus] o teu olhar de amor sobre mim
Let me see Thy face so sweet;
Permita-me contemplar tua tão doce face 
Give me, Lord, the mind of Jesus,
Dá-me, Senhor, a mente de Cristo
Keep me holy as He is;
Guardando-me santo como Ele é;
May I prove I’ve been with Jesus,
Que eu possa estar convicto de estar com Jesus 
Who is all my righteousness!
O qual é toda a Justiça para mim!
(Repete-se)

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NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional