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N° 341 : “UNIDADE EM CRISTO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 21 de Abril de 2018

21 de Abril foi dia de Tiradentes, considerado o herói-mártir da Independência; foi em 21 de Abril de 1792, menos de três anos após a Revolução Francesa, que ele foi enforcado – o único da Inconfidência Mineira. O mesmo 21 de abril foi, também, dia da inauguração de Brasília, em 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitscheck.

A data marcou, igualmente, o dia da morte de Tancredo Neves (1910-1985). Primeiro presidente civil eleito após o regime militar instalado em 1964, Tancredo cumpriu uma maratona política até ser eleito. O ex-presidente João Figueiredo cumpria a agenda de abertura política começada pelo General Ernesto Geisel.

Entre 1983 e 1984, uma campanha popular varreu o país, em busca da retomada pelo voto direto da população, à presidência. A emenda das “Diretas Já” acabou sendo rejeitada no Congresso Nacional. O próximo presidente da república ainda seria escolhido pelo voto indireto parlamentar.

Para eleger Tancredo Neves, foi necessária uma verdadeira aglutinação das forças de oposição política. No lado situacionista, um general, ex-presidente, queria Paulo Maluf; outro general, ex-presidente, queria Aureliano Chaves; e o general no poder queria Mário Andreazza. A aglutinação das oposições, carregando consigo Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Miguel Arraes, Brizola, Lula, Fernando Henrique e muitos outros líderes escolheu Tancredo Neves como cabeça da eleição; do lado governista, ficou Maluf. Tancredo foi eleito, tendo Sarney como vice, escolhido dentre os dissidentes governistas.

De Janeiro a Abril de Abril, estava o prazo para o presidente eleito compor seu novo ministério. Que tarefa difícil! Por um lado, era preciso retribuir a cada corrente política que contribuiu para com a eleição; e essas correntes variavam desde uma “esquerda” mais radical, até setores de “direita”. Por outro lado, Tancredo não conseguiria governar se fosse transformado em mero fantoche de cada corrente.

Épica foi uma das respostas, dada em entrevista que o político mineiro concedeu, após divulgar seus ministros. O repórter assinalou que era perceptível a composição de um ministério eclético, com representantes de todas as alas. No dia em que o presidente tivesse que se posicionar, ante uma eventual querela entre ministros – um à esquerda, outro à direita – para que lado iria pender o presidente? Perguntou o repórter…
Tancredo deu resposta mais ou menos assim:
– Meu filho, sua pergunta parte do pressuposto errado; parte do pressuposto de que numa eventual divergência entre ministros, o presidente terá que mostrar de que lado ficará, quando a realidade é oposta: Não é o presidente que pende para esse ou aquele ministro; os ministros é que têm que pender, todos, para o presidente. Eu sou o fator unificador do governo.

Resposta inteligente… Não é diferente no Reino de Jesus Cristo. Aliás, nele é que a realidade é mais autêntica e desafiadora, porque Cristo é soberano incontestável.
A Bíblia diz: “Porque convém que Ele reine, até que haja posto todos os inimigos debaixo de seus pés” (I Coríntios 15.25, ACF). Como se vê por todo o Novo Testamento, Cristo foi colocado na posição real, logo que adentrou de volta o céu, pela Ascensão. O que o apóstolo afirma ecoa o Salmo: “Disse o SENHOR ao meu Senhor: assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés” (Salmo 110.1, ARA). Embora não visivelmente, embora não convencionalmente, Cristo está reinando desde então, mesmo que  haja um desafiador império paralelo (Colossenses 1,13), fadado a ser definitivamente subjugado.

Nesse Reino, há uma diversidade muito grande de súditos, cada qual de nós tentando ser um pequeno soberano… Somente um poder pode ser unificador e catalisador da unidade entre todos: o de Cristo Jesus! O Reino está instalado numa casa, está instalado numa igreja, num seminário, em qualquer comunidade onde haja pelo menos um cristão. Se existirem ao menos dois… Pronto! Já pode acontecer de baterem com as cabeças…     

Se somos cristãos, e se queremos viver em paz e harmonia com outros cristãos (ou mesmo com os não-cristãos), só existe uma fórmula eficiente: reconhecermos e sermos submissos ao senhorio de Jesus Cristo. I Coríntios 12 deixa claro que Cristo, como cabeça do corpo, metáfora que implica que os cristãos são os membros do corpo, é o fator de unidade. Colossenses 1, também; a epístola aos Efésios ensina o mesmo princípio.

A pergunta-chave é: como reconhecemos e nos submetemos ao soberano e “cabeça”, que é Jesus Cristo? Jesus deu a resposta: “Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu lhes ordeno” (João 15.14, NVI). Se cada cristão conhecer bem os ordenamentos de Cristo na sua Palavra, e os cumprir, haverá unidade… Unidade em Cristo!

Na mensagem musical de hoje, o autor põe em poesia sua submissão ao Rei Jesus. Ele havia, tempos antes, passado a liferança da igreja ao seu filho; esse filho sofreu um aneurisma cerebral, do qual veio a incapacidade que o levou à morte. O pai, reassumiu, e o hino de hoje é a sua expressão pessoal, em poesia e música, de sua submissão a quem detém a majestade. Abaixo, a letra original; no áudio, em nosso próprio idioma. 

MAJESTY
Jack Williams Hayford (1934…) 

Majesty, worship his majesty;
Unto Jesus be all glory, honor, and praise.
Majesty, kingdom authority,
Flow from his throne unto his own, his anthem raise.
So exalt, lift up on high the name of Jesus.
Magnify, and glorify Christ Jesus, the King.
Majesty, worship his majesty,
Jesus who died, now glorified, King of all kings.

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana

ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional