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N° 72 : “CONTRASTES DESTA VIDA… E DA PRÓXIMA”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 02 de Setembro de 2012

O renomado filósofo e teólogo dinamarques Soren Kierkegaard (1813-1855) ficou mundialmente conhecido por sua paixão pelo paradoxo.  Paradoxo é a marca principal do discurso dialético, da reflexão dialética. Aponta, invaravelmente, para a observação dos opostos, dos contrastes, considerada imperativa pelos dialéticos, como Kierkegaard.

Eu tenho um curioso paradoxo a destacar hoje. Parto de dois fatos históricos que são lembrados nesta semana finda.  O primeiro: Exatamente em 1° de Setembro de 1939, Adolf Hitler, com seu poder tirano de "estado totalitário", ordenou a prática de extinção (via de regra por 'eutanásia sistemática e compulsória') dos deficientes físicos e mentais dentro dos domínio do Reich. Dali prá diante, foi uma verdadeira matança, sob pretexto (diabólico) de eugenia. Dá náusea só de lembrar, quanto mais de ver as cenas que, sadicamente, vários militares nazistas registraram em fotos e filmes.   
O segundo: no dia em que, com profundo lamento, não só a Alemanha como também o mundo relembra esse horror, estava instalada mais uma paraolimpíada mundial em Londres.  Para-atletas de todo o mundo fazem admirar até os atletas medalhistas olímpicos de Julho deste ano, pela sua superação das graves dificuldades e limitações, alcançando marcas de causar inveja e espanto. E quanto espanto… 
As paraolimpíadas surgiram em 1960, exatamente para lembrar os deficientes mortos e os mutilados de guerra, a saber, da Segunda Guerra Mundial. 
Não é um verdadeiro contraste? E que contraste, que paradoxo!

Pensando nisto, há um contraste ainda mais agudo, que posso mencionar. Os componentes orgânicos e materiais que cada pessoa humana hoje tem em sua constituição física, não importando se trazendo algum 'defeito', alguma 'deficiência' ou alguma mutilação, não chegarão à próxima existência como hoje estão. São temporários.  Tampouco assim chegarão por lá os que, sob a aparência dos olhos e conceito convencional, não portam nenhuma deficiência.  Absolutamente, não. 

Aquele evento esperado, do qual fala o Livro da Palavra Divina, denominado 'ressurreição dos mortos', há de mudar todas as coisas. O sábio cientista Antoine Lavoisier 'legislou' – "Na natureza, nada se perde, nada se cria – tudo se transforma! ".  Pois bem: assim será! Como diz o decreto divino:
"Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança.  Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem.  Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.  Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 
Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras." (I Tessalonicenses 4.13-18)
 
Daí, haverá uma constituição 'físico-química' inteiramente nova, tanto para aqueles que forem transformados subitamente (sem que venham a passar pela morte convencional), quanto para aqueles que forem ressuscitados de suas sepulturas.  Nada mais de medicamentos para supressão de dores, para controle de pressão arterial, para controle das perturbações mentais, nada de ansiolíticos, nada de antibióticos, antiviróticos, e coisas que tais…  E digo até mais: no mesmo (porém ampliado) vetor do que cientificamente declarou Lavoisier, essa transformação universal terá o poder de proporcionar corpos gloriosos, novos, sem qualquer espécie de defeito ou mancha, e mentes novas , sem qualquer espécie de deficiência, a todos, indistintamente.  "Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. 
Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. 
Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. 
Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Como foi o primeiro homem, o terreno, tais são também os demais homens terrenos; e, como é o homem celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do que é terreno, devemos trazer também a imagem do celestial. Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. 
Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. 
A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? " (I Coríntios 15.42-44, 47-55).

Os para-atletas de 2012 que conhecem a Bíblia (e há alguns), se conduzem sob uma convicção, a convição de Jó: "Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.  Depois, revestido o meu corpo de minha [nova] pele, em minha [nova] carne verei a Deus". (Jó 19.25,26, com interpolações minhas, amparadas no Novo Testamento).
Tudo novo, tudo perfeito, tudo sem 'defeito de funcionamento', tudo imune a doenças, a enfermidades ou deficiências… Assim será!    Estarei lá, e verei isto.  A propósito : você, que me lê, estará também?  Já está certo disso? A minha esperança, a sua esperança, é a esperança que advém desta promessa, que está prestes a se cumprir.  Maranatha! 

O hino de hoje foi composto por um cristão que nasceu em lar muito simples, de área rural; aprendeu música com seu próprio pai, em casa.  Gabriel presenciou, algumas vezes, Ed Card, superintendete da Sunshine Rescue Mission, na cidade de St. Louis, Missouri.  Essa missão pregava o evangelho, ao tempo em que exercia um ministério de caridade, fortalecimento e recuperação de pessoas na cidade.  Card, que costumava terminar algumas de suas orações nos cultos em que exaltava a esperança no porvir com uma frase típica, influenciou Gabriel na composição desse hino. A frase era – "O, that will be glory for me !" ("Oh, isto será glória para mim !").  Ainda que tenham ocorrido algumas críticas, considerando excessivo o foco na vida porvir, com certo 'esquecimento' quanto às responsabilidades cristãs da vida presente (assim dizem), o fato é que o hino já chegou a alcançar versões em mais de dezessete idiomas, em vários países, e se tornou uma espécie de bordão de conforto a muitos cristãos "portadores de necessidades especiais"…  Dele, tenho também uma versão muito preciosa, interpretada em dueto pelos meus especiais amigos, pastores Sebastião Guimarães e Josafá Vasconcelos.
(E, posso dar-lhe a conhecê-la, se te interessar).
  

O That Will Be Glory ("The Glory Song", 1900)
SIM HAVERÁ GLÓRIA SEM PAR 
Charles Hutchinson Gabriel (1856-1932)  
  
1. Quando meu tempo de lutas passar,
   Quando meu Mestre vier me buscar,
   Grato, perante Ele então me prostrar,
   Glória perene será para mim!
 
CORO: Sim, há de ser glória pra mim!
      Glória pra mim! Glória pra mim!
      Quando puder o Seu rosto mirar,
      Oh! há de ser grande glória pra mim!
 
2. Quando, por graça do Seu grande amor,
   Eu alcançar o infinito favor
   De ir para perto do meu Salvador,
   Glória perene será para mim!
 
3. Muitos amigos ali hei de achar,
   Paz, alegria, prazer, bem estar;
   Mas, quando meu Salvador me saudar,

   Glória perene será para mim!

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Abraços, boa semana !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana

ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional