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N° 223 : “DEMOLIR… OU CONSTRUIR…”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 04 de Outubro de 2015
 
Dois quarteirões distante de minha residência, vi, em pouquíssimos dias de uma mesma semana, vir abaixo uma grande edificação, onde antes funcionava um supermercado. Aliás, não só veio abaixo o edifício, como também, em poucos dias todo o entulho foi retirado.
– Agora vai virar um shopping, disse um comerciante próximo, visivelmente preocupado. 
Em frente, ainda reside um senhor que testemunhou a construção do prédio, algumas décadas atrás. Mesmo podendo imaginar a resposta, a ele perguntei quanto tempo durou a construção…

– Ah! Aí está uma coisa curiosa: para construir, foram quase dois anos… Mas, para demolir, três ou quatro dias bastaram.  

É assim a nossa existência; não é incomum que, se alguém receber um “bom dia” logo cedo, talvez nem se lembre tê-lo recebido, ao fim do dia; ou, de quem o deu… Mas, se alguém escutar um insulto, ou uma crítica, ao início do dia, é bastante provável que se lembre disto semana inteira. Bem! Sempre há aqueles mais prodigiosos de memória – são capazes de se lembrar até pelo resto da existência. De outro ângulo, é sempre muito mais fácil demolir do que construir. Não me refiro, aqui, às obras de edificações civis… Refiro-me às relações humanas. Muito mais fácil e corrente, em tais relações, criar embaraços, desavenças, afastamentos, intrigas, juízos, fossos, do que construir pontes de conexão, de comunhão, de amizade, de fraternidade, de construção recíproca.

Já viu uma criança, brincando com castelos de areia na praia? Como costuma se divertir mais? Construindo-os meticulosamente junto com seu pai, ou pisando-lhes rapidamente sob os pés, para jogar abaixo? E olhe que, não raramente, são os próprios pais que lhe incentivam a farra… Isto, quando já não fica a aguardar, ansiosamente, o momento de destruição. Triste sina humana…

Em edificações civis é preponderante o uso das mãos: é com as mãos, via de regra, que se escavam os alicerces; é com as mãos que se confeccionam os baldrames; é com as mãos que se montam as formas e as armações, que se concretam as estruturas, que se desenham os acabamentos. É bem verdade que a modernidade vai entregando várias dessas tarefas às máquinas; mas, com quem as máquinas ‘aprenderam’? Com as mãos! Nas relações humanas, o órgão do corpo que prepondera é outro: a língua. Tanto  serve para edificar (o que não é tão freqüente), quanto serve para demolir (tarefa que lhe costuma ser preferência).

O apóstolo diz: “Assim também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas. Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva!… contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta, ela mesma, em chamas pelo inferno” (Tiago 3.5, 6, ARA). No mesmo trecho bíblico, Tiago contrasta a língua com todas as espécies de animais, selvagens ou não: estes, a humanidade tem sido capaz de domar; a língua, não: “É um mal que não se pode refrear: está cheio de peçonha mortal” (Tiago 3.8, ARC).

Por que? Porque, como é sabido, é o instrumento mais voluntarioso, sob o acesso humano, para exprimir pensamentos precipitados, juízos improcedentes. O mais renomado de todos os sábios humanos assinalou: “Quando são muitas as palavras, o pecado está sempre presente, mas quem controla a língua é sensato. As palavras dos justos dão sustento a muitos, mas os insensatos morrem por falta de juízo” (Provérbios 10.19,21, NVI). 

Quais castelos de areia na praia, que costumam – miserável sina humana – dar mais prazer ao serem pisados e destruídos do que construídos, assim é a natureza dos seres que costumamos ‘apelidar’' de racionais; no entanto, quantas vezes agem como irracionais mesmo? É um grande desafio, este, com o qual nos deparamos a cada dia. Sabendo que demolir é tendência da natureza humana, herdada de Adão, resistir e vencer essa tendência são artes supremas e sublimes, dignas de exercício diário.

Há dois lados do campo: numa direção está o mais comum – demolição; é trabalho rápido, e conta com um time forte e numeroso! Noutra direção está o mais nobre – construção; é trabalho lento, e conta com um time numericamente inferior e aparentemente mais frágil. Em qual lado você quer ser encontrado com mais freqüência?  Melhor: em qual lado mais vale a pena ser encontrado?

Na mensagem musical de hoje, trago a expressão de alma de uma cristã afro-descendente que já expressava “alma” até no nome. Sua motivação partiu dos trabalhos em favor de uma instituição de tratamento de tuberculose, tão mais temível, naquela época. A Segunda Grande Guerra Mundial estava perto de acabar. Lá em Chicago, surge a composição, que talvez passasse despercebida, não fosse um britânico ouvi-la e leva-la para Londres. Ao cantá-la, ouvia-a um grande produtor musical, que se responsabilizou por adquirir seus direitos. Depois disso, afamou-se em vozes como Martin Luther King, Jr., Doris Day, George Beverly Shea, Tennessee Ernie Ford, Mahalia Jackson e o casal Roy Rogers e Dale Evans. Aqui, vai interpretada pelo  sensível Glen Payne (1926-1999).  

Abaixo da letra, o nosso Audio Player Online…

IF I CAN HELP SOMEBODY (1945)
SE EU PUDER AJUDAR ALGUÉM
Alma Irene Bazel Androzzo (1912-2001) 

If I can help somebody, as I pass along
Se eu puder ajudar a alguém, à medida que vou passando  
If I can cheer somebody, with a word or song
Se eu puder alegrar a alguém, com uma palavra ou com uma canção 
If I can show somebody, as he’s travelling wrong,
Se eu puder mostrar a alguém, que esteja num caminho equivocado
Then my living shall not be in vain!
Então meu viver não terá sido em vão!

Then my living shall not be in vain,
Então meu viver não terá sido em vão!
Then, my living shall not be in vain
Então meu viver não terá sido em vão!
If I can help somebody, as I pass along,
Se eu puder ajudar alguém, à medida que vou passando
Then my living shall not be in vain!
Então meu viver não terá sido em vão!

If I can do my duty, as a good man ought
Se eu puder cumprir o meu dever, como convém a um bom homem
If I can bring back beauty to a world that’s so wrought
Se eu puder trazer beleza a um mundo que é tão forjado
If I can spread love's message, as the Master taught
Se eu puder espalhar a mensagem de amor, tal como ensinou o  Mestre 
Then my living shall not be in vain!
Então, meu viver não terá  sido em vão

Audio Player online (controle de volume à direita)

Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas: 
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional