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N° 122 : “NAS MÃOS DE UM SÓ HOMEM”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 15 de Setembro de 2013

A semana está se encerrando sob uma ansiosa expectativa para a nação brasileira. Encontra-se nas mãos de um só homem essa expectativa, e o que dela advirá. Esse homem chama-se Celso de Mello. É membro e "decano" do Supremo Tribunal Federal brasileiro (STF). "Decano", por ser o membro mais antigo, em termos de atuação, naquela corte. O STF foi criado pelo texto constitucional de 1988, dando ao chefe do poder executivo a prerrogativa de nomear seus membros; já em 1989, Celso de Mello era nomeado à mais alta esfera da magistratura brasileira. 

É composto de onze membros e, nada menos que oito foram nomeados pelos dois últimos presidentes da república. Da denúncia ocorrida em 2005, e que se arrasta em processo por cerca de seis anos, chega-se agora a um momento crucial. Com as últimas três nomeações ocorridas após o início do julgamento, o STF vota agora a possibilidade de abertura de revisão de julgamento para condenados que tiveram pelo menos quatro absolvições no primeiro. A votação chegou, no momento em que parou, na semana passada, ao empate de cinco votos a favor e cinco contra, pela admissibilidade da anulação do julgamento anterior, e estabelecimento de novo. Faltou um voto, o que, pela posição ocupada, deveria ser desse ministro. O destino de vários dos réus do “mensalão” está nas mãos de um só homem – Celso de Mello, o decano da corte. Durante a semana em curso saber-se-á esse destino.

Não deve ser lá coisa muito confortável ter o destino de uma sorte, ou o destino do curso de uma vida (mesmo o que dela restar) nas mãos de um só homem. Na antiga Roma, no coliseu das diversões sangrentas, quando o espetáculo de destroçamento de uma vida humana chegava ao fim, sem que a vítima tivesse morrido, cabia a um só homem – o imperador, decidir pela continuação ou não da vida da pobre vítima. Se o imperador fosse magnânimo, havia chance de remissão; se, não, a morte pela execução cabal da vítima era o desfecho do… “espetáculo” (horrendo espetáculo, diga-se de passagem). Pior ainda deve ser ter o destino da existência a longo prazo, ou mesmo de toda a existência, nas mãos de uma só pessoa (um médico, um juiz, um feitor, um algoz, seja lá quem for), sem uma garantia mínima da equidade dessa tal.  E, o que dizer de toda a eternidade?

Por isto que há conforto, gozo e glória em ter a vida, a existência, nas mãos de uma só pessoa, quando essa pessoa é o Senhor Jesus Cristo.
Ele é justo juiz, é fato: “Deus é justo juiz; um Deus que se ira todos os dias” (Salmo 7.11, BCF)
Mas, é também, Ele, cheio de misericórdia:
Mas a misericórdia do Senhor é desde a eternidade até a eternidade sobre aqueles que O temem e Sua justiça sobre os filhos dos filhos, sobre aqueles que guardam a Sua aliança…” (Salmo 103.17,18, BCF).
Ele é íntegro, e não tolera o mal e o pecado:
Apartai-vos de mim, vós, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7.23, ARA), é o que tem Ele, pronto, a prolatar.
Mas, é também, Ele, perdoador, compreensivo e compassivo, além do que se pode imaginar:
Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades ” (Salmo 103.10, ARA).
Não depende de prolongar seu ‘exame dos autos’ para constatar nossos graves,  reincidentes e condenáveis erros:
Deus não precisa de maior tempo para examinar os homens, e levá-los à Sua presença para julgamento” (Jó 34.23, NVI).
Mas, é longânimo o suficiente para dar tempo de arrepender–se àquele que é conduzido a almejar Sua augusta misericórdia:
 “Ele é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se ” (II Pedro 3.9, ARC).
Não há o que discutir com um veredicto como este – “Terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hebreus 10.31, ARA).
Mas, é consolador saber que, como disse Davi, o rei de Israel, melhor é cair nas mãos de Deus do que nas mãos dos homens… porque muitas são as misericórdias do Senhor” (II Samuel 24.14, ARA).

Se eu estivesse no lugar dos cerca de dezesseis condenados que têm seu futuro (e sua chance de novo julgamento) nas mãos de um homem só, estaria lançando aos céus preces contínuas para caírem sobre ele doses maciças de espírito de benevolência; se eu estivesse no lugar de muitas pessoas que, sabendo que suas vidas estão nas mãos de um só (!), sem ter a possível certeza de essas mãos podem galardoar com favor e misericórdia, em vez de correr delas, pelo temor de Seu juízo, correria para elas, pelo alcance do Seu favor e graça.

Melhor atentar às palavras do profeta: “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar…” (Isaias 59.1, ARA).  Nas mãos de um homem só – Jesus Cristo… É onde quero estar…  

Enfim, o nosso hino de hoje.
Sua compositora afirma ter vivido sua vida para Cristo. Compôs ela dois hinos com temas parecidos: um, na forma de um apelo em prece  -“Jesus, toma minha mão em tuas mãos!”. Disto, foi feita a inscrição na lápide onde foi seu corpo sepultado. O outro hino é o que hoje segue…

 In His Hands
Meu Nome em Suas Mãos
Marjorie Lewis Lloyd (1911-1985)

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ACRF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional