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N° 300 : “CORRUPÇÃO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 28 de Maio de 2017

No Brasil, a inserção da corrupção nas entranhas do poder é coisa antiga. Ainda no tempo do primeiro império havia uma trova que, de boca em boca, se propagava assim:

Quem furta pouco é ladrão
Quem furta muito é barão
Quem mais furta e esconde
Passa de barão a visconde

Pelos números até agora conhecidos, estima-se que a corrupção movimentou mais de 50 bilhões de Reais, no Brasil, desde 2003. Entretanto, se as estimativas do  Ministério Público federal se confirmarem, só a “Operação Lava-Jato”, desencadeada em março de 2014, já somará outro tanto desse. Até fevereiro deste ano, os acordos judiciais de colaboração já determinaram a recuperação de quase 12 bilhões de Reais; é um número monumental, mas ainda longe do montante desviado, pelo que até agora se sabe.

A ONG Transparência Internacional, sediada na Alemanha, classificou 176 países dos mais corruptos no mundo. Se dividirmos ao meio esse número, a primeira metade seria a dos menos corruptos da lista entre os mais corruptos do mundo; a segunda metade seria a dos mais corruptos da lista entre os mais corruptos do mundo. Que vergonha: o Brasil estaria no segundo grupo, na posição 79!

É por causa dessa corrupção natural que somos ‘capazes’ de ver, num ambiente, algo que não nos pertence, e passamos a mão, como se fosse nosso direito a apropriação. É por causa dessa corrupção que somos ‘capazes’ de receber um troco a mais, por engano do caixa, e deixar como está, tirando vantagem do erro alheio. É por causa dessa corrupção que somos capazes de usar a língua para açoitar, para destruir, mesmo que seja um próximo bem próximo… É por causa dessa corrupção que somos ‘capazes’ de alimentar a alma com oportunidades malignas que surgem à frente dos nossos olhos ou ouvidos…  

A palavra corrupção tem sua raiz ligada a deterioração moral. Ilustrando: a corrupção de um corpo de carne implica na sucumbência dessa carne aos vermes e bactérias que vão lhe devorando, até que a purulência se transforma em putrefação, irreversível e fétida. Dizem os estudiosos da humanidade que assim é a corrupção de valores. Um dos expoentes, entre esses estudiosos, foi o iluminista francês Jean Jacques Rousseau (1712-1778). Foi pelos seus pensamentos que se transmitiu o adágio: “O homem nasce bom; a sociedade é que o corrompe!”

Há, nisto, um engano fatal. De acordo com o maior de todos os entendidos em ser humano, várias correções são necessárias a este pensamento:

1) O homem NÃO nasce bom; ele já vem corrupto da forma: “Depravado é o coração de todos, e impenetrável; quem o conhecerá? (Jeremias 17.9, BCF); no entanto, há resposta imediata para esta pergunta retórica: “Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos” (Jeremias 17.10, BCF).

2) Não é o meio, ou a sociedade que corrompe o homem; ora, se o homem já é corrupto por natureza, a sociedade o será por conseqüência, e não por causa. É claro que a sociedade pode influir… Mas, não gerando a corrupção, e sim, trazendo-a a tona… "Não há nenhum justo, nem um sequer; não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus. Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer" (Romanos 3.10-12, NVI).

3) Se o homem não passar por uma transformação substancial, por dentro, não há esperança para ele; ainda que seu corpo seja adornado por muitos cosméticos, e seu espírito seja adornado por conhecimentos e etiqueta, não passa de um ser cambaleante a caminho do inferno: “Na verdade, na verdade te digo, que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (João 3.3, ARC). O mestre Nicodemos chegou a conjecturar que isto seria por um retorno à barriga materna, ou por alguma forma de reencarnação do espírito; Jesus deixou claro que não é nada disso: é a transformação, em nova criatura, pelo poder redentivo de Deus.

Povo deste mundo: só existe uma chance real de livramento das bactérias deterioradoras da corrupção: ser nova criatura, pelo evangelho da Palavra de Deus e poder remidor de Cristo Jesus, aplicados pelo Seu Espírito!
Povo de Deus, que assim se proclama: só existe uma maneira de mostrar que somos, de fato, novas criaturas em Cristo – deixando de imitar as obras infrutíferas das trevas (Efésios 5.11)!

          Em 1987, uma família de Cedarville (Ohio) nos visitou em Salvador. Uma canção que eles entoaram em Português ficou marcada na memória. Com uma letra um pouquinho diferente, desfecho esta mensagem com a linda oração que eles cantaram… Segue, também, uma execução em língua inglesa (para quem possa apreciar)

FAZ-ME UM SERVO
MAKE ME A SERVANT

Kelly Willard (1956-…)

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 299 : “QUANDO DEUS NÃO É SUFICIENTE”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 20 de Maio de 2017

A professora Angélica Campolim, mãe de Bianca, Cláudia, e do falecido Júlio, esposa do Cláudio, resolveu colocar este título no seu livro. O livro compila experiências da saga de Júlio, que foi vencido pela leucemia em 2015, aos 22 anos de idade. Disse ela: “Meu sofrimento foi ao quadrado porque, além do meu filho, perdi toda a minha base religiosa”.

Júlio começou seu embate com a leucemia em 2013, quando cursava o quarto ano de arquitetura em São Paulo. Dos sintomas iniciais – edemas na boca e na virilha, veio uma gripe, difícil de ser debelada. Os exames mostraram o problema com a medula óssea do rapaz. Em 2014, recebeu o transplante de medula da própria mãe. Mas a imunidade caiu, e ele passou a ser dependente de transfusão, principalmente para recomposição de plaquetas. Um fungo que se alojou no pulmão reduziu ainda mais suas chances de sobrevivência. Em Junho de 2015, sucumbiu.

Não há como não acolher sentimento solidário àquela mãe a àquela família. É fora de qualquer dúvida que a força devastadora de uma perda em tais circunstâncias abate, e abate muito. Sentir abatimento na adversidade, na perda, é normal e compreensível. Talvez, só quem já passou por circunstância semelhante consegue aquilatar com propriedade.

Entretanto, devo dizer que não existe uma só unidade de tempo em que Deus não nos seja suficiente. E, nisto que digo, não vai crítica ao título do livro daquela mãe, ou sequer de algo em seu conteúdo. Acredito que o passar do tempo possa trazer, a ela e à sua família, de volta a compreensão disto. Não terá sido a primeira vez, nem a pior das circunstâncias.

Não me sai da memória aquela cena do inverno de 1974. Minha tia, sentada na cadeira que estava entre duas urnas: uma, do esposo Inéias; outra, da filha Ilma. Enquanto a outra filha, Ilza, ainda lutava pela vida em um hospital, os dois já tinham sido vítimas daquele tenebroso acidente de trânsito. Mas ela superou! Ela sempre manteve sua fé em Deus; essa fé a levou a superar as perdas, e a assegurou esperança de reencontro no porvir. E a fortaleceu no ministério de ajudadora de pessoas em aflição.    

Foi assim, também, com vários personagens da Bíblia. Lembremo-nos de Jó, o caso mais notável. Conversando por estes dias com um missionário do Oriente, contou-me ele que reside numa cidade onde é forte a tradição de ter sido aquela a Uz de Jó. Já imaginou o que é, num mesmo dia, receber, uma atrás da outra, as seguintes notícias: a primeira – uma milícia de marginais atacou hoje o seu gado, carregou tudo, e matou os empregados que tomavam conta; a segunda – ocorreu hoje um incêndio como uma faísca que caiu do céu, exterminou todas as suas ovelhas no redil, e ainda tirou a vida dos pastores que tomavam conta delas; a terceira – um bando atacou seus camelos hoje, matou os guardadores e levou todos os camelos; a quarta – sabe a casa onde seus filhos estavam, hoje, festejando? Pois bem: veio um vendaval que derrubou as paredes, as paredes caíram por sobre eles, e todos os seus filhos morreram?… Sabe lá o que é isso?

E depois de receber todas essas avassaladoras notícias, perceber que por toda a pele – dos pés à cabeça – começam a aparecer tumores terríveis, a ponto de querer raspar as feridas com um caco de telha?  Já pensou numa situação dessa? Pois bem! Ficou registrado que em nenhum momento, com toda essa devastação, Jó maldisse a Deus, e nem mesmo O considerou menos justo do que é…

O salmista nunca deixou de passar por adversidades e de enfrentar inimigos. No entanto, seus salmos proclamam como Deus é bom e suficiente:

1. “O Senhor é o meu Pastor, de nada terei falta… Mesmo quando eu andar por um vale de trevas e morte, não temerei perigo algum pois Tu está comigo… (Salmo 23. 1,4, NVI).  

2. “Provem, e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” (Salmo 34.8, NVI);

3. “Sinto-me muito fraco e totalmente esmagado; meu coração geme de angústia. Senhor, diante de ti estão todos os meus anseios; o meu suspiro não te é oculto… Senhor, em ti espero; Tu me responderás, ó Senhor meu Deus!” (Salmo 38. 8,9,15, NVI).

4. Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e
o meu Deus”
(Salmo 42,5, NVI).

Deus é suficiente? Deus é mais do que suficiente: além das circunstâncias desta vida, as quais estão todas sob o domínio das Suas soberanas mãos, Ele provê a redenção gloriosa e eterna. Ainda que o vale seja de dor, de sombras, de trevas ou de morte (como salienta, pelo Espírito de Deus, o salmista) o vale não é tudo… Eu sei que “bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida” (Salmo 23.6, ARA); e, depois do vale, “habitarei na Casa do Senhor para todo o sempre!” (Salmo 23.6, ainda).

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N° 298 : “TABERNÁCULO”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 14 de Maio de 2017

Num relance, a primeira lembrança foi do Nick Vujicic (1982-…). Nick nasceu na Austrália, embora de família sérvia. Foi o primeiro filho do casal; porém, quando nasceu, e a enfermeira lhe trouxe para os braços da mãe, esta teve a reação inicial de recusar-se a pega-lo: Nicholas nasceu com a Síndrome Tetra-Amelia. Por causa da síndrome, nasceu sem as duas pernas e sem os dois braços. Os pés, atrofiados e deformados, vieram colados ao tronco, por falta de pernas. Num deles, dois dedos apenas; mesmo assim, tiveram que ser descolados por uma cirurgia. Passado o impacto inicial, seus pais, cristãos, aceitaram o filho, entendendo que Deus teria um propósito para a vida dele.

Nick, hoje com 34 anos, casado, dois filhos, tem duas graduações de nível superior, se vira razoavelmente bem com seus limites, e é palestrante internacionalmente conhecido. Seus temas, em geral, trabalham motivação humana, especialmente dirigidos aos ouvintes que se acham muito limitados. Na sua abordagem, fala de como Jesus produziu, em sua vida, razão para viver, mesmo debaixo de todas as limitações. Seu best-seller é Sem Pés, Sem Braços, Sem Aflições.

Foi Nick quem primeiro veio à lembrança daquele paciente, diante do médico. Numa semana em que já estava às voltas com a expectativa de uma desconfortável cirurgia abdominal, e o oftalmologista lhe havia dado a ‘boa notícia’ de que teria que fazer um reparo a laser na retina, o ortopedista completou a sequência de ‘boas notícias’: esta cirurgia que fiz em você, treze anos atrás, já passou mais de dois anos do prazo médio de validade.

O paciente ainda perguntou ao ortopedista: mas, e agora, o que me espera?  E o médico respondeu: na hora que esgotar a validade, podemos providenciar uma prótese para o seu joelho… Precisava de mais ‘boas notícias’? Mas, a lembrança do Nick Vujicic ajudou a frear-lhe os ímpetos inconformados do espírito. Nenhuma prótese poderia resolver-lhe a falta de braços e pernas… 

Daí, veio a outra  lembrança, a do escritor de 2600 anos atrás: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente” (Habacuque 3.17-19, ARA).

Por natureza, somos mais inconformados do que agradecidos; somos mais murmuradores do que bendizentes; somos mais descontentes com o que parece nos faltar do que felizes com o que nos é disponível. A facilidade com que a adversidade nos abate se torna um desafio imenso para o exercício pessoal de fé, contentamento, dependência, suficiência.

Certamente o apóstolo Paulo tinha o profeta Habacuque em mente, quando começou os escritos da carta aos Romanos; a tradução “de fé em fé”, presente no verso 17 do primeiro capítulo ("se revela, no evangelho,  de fé em fé"), não retrata tão bem a forma grega original. Aqui, o sentido é melhor traduzido pela expressão “da fé para a fé”, apontando para procedência e alvo. Isto importa em nascer pela fé, espiritualmente, e exercitar dia a dia a fé, nela crescendo continuamente. Como? Com experiências de vida comuns a todos, em alguns casos mais marcantes, como o meu personagem anônimo acima, perante o médico; ou , muito  mais, como no caso do Nick Vujicic.

Ao escrever, originalmente, aos habitantes da Acaia, o Espírito de deus faz, por meio de Paulo, um registro encorajador (para eles e para nós): Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (II Coríntios 5.1-4, ARC).

Então, não podem exercer tanta influência assim, sobre nosso espírito, as efêmeras limitações que o nosso corpo sofre; não, pelo menos no sentido do abatimento e da ansiedade. Pernas, braços, rins, fígado, olhos, pulmões – tudo há de ser reconstruído maravilhosamente, numa categoria gloriosa, eterna, indestrutível, indefectível. Portanto, no sentido de produzir crescimento e robustecimento da fé, sim! Afinal, quando o transitório tabernáculo do corpo se desfizer, o edifício que  depois dele usufruiremos terá as marcas das mãos do Supremo Deus, com quem a eternidade será vivida.  

O hino que encerra esta mensagem de hoje foi escrito “sob encomenda”: especificamente por encomenda de quem interpretou o hino, com sua voz de baixo, o mais grave do mundo, segundo o Guiness. Foi por ele interpretado pouco tempo antes de sua partida. Mensagem que lembra um dos textos acima citados.  Nosso áudio player online, colocado logo após a transcrição da letra (traduzida), permite ouvi-lo…

 

THE LORD STILL LIVES IN THIS OLD HOUSE
O SENHOR AINDA RESIDE NESTA VELHA HABITAÇÃO

William R. Burns
Interpretação de John Daniel Sumners (1924-1998)

If this earthly tabernacle
Se este tabernáculo terrestre
Would be dissolved today,
Hoje se desfizesse
I'd trade it for a finer one
Eu o teria já trocado por um melhor
That would not pass away
Que não mais se desfaria
But 'til the day arrives when
Mas, enquanto não chega o dia em que
It's time for moving out
Dê-se o tempo de partir
It's such sweet peace to know the Lord
É uma doce paz saber que o Senhor
Still lives in this old house.
Ainda reside nesta velha habitação.

The sweetest fellowship I've known
A mais terna comunhão que tenho desfrutado
Has fortified these walls
Fortificou estas paredes
And peace has reigned since
E paz vem reinando desde que
He's been walking up and down these halls
Ele transita prá cima e pra baixo nestes pavilhões
There’s snow upon the rooftop now
Há neve no telhado, hoje em dia
And these hinges are near worn out
E estas dobradiças estão desgastadas
It's such sweet peace to know the Lord
É doce a paz ao saber que o Senhor
Still lives in this old house.
Ainda reside nesta velha habitação.

To Him it's been a dwelling place
Para Ele, tem sido lugar de habitação
Where He kept my hand in His
Onde Ele tomou a minha mão na Sua
To me, it’s home away from Home
Para mim, isto é morada longe da Morada
It’s all that really is
Isto é o que, em verdade, é
And it sure ain't fine and fancy
Com certeza, não é tão bela e chique  
And all I can boast about
E tudo de que posso me vangloriar
Is after all the years the Lord
É que, depois de todos estes anos, o Senhor
Still lives in this old house.
Ainda reside nesta velha habitação.

There were times when He had the right
Houve ocasiões em que Ele usou do direito
Just to up and move away
De ligeiramente se erguer e afastar
And there were times and days, I knew, it took
E houve tempos e dias, eu sei, derramou
God’s amazing Grace to stay
A superna graça divina, permanecendo

That's why I can sing and shout!
Eis porque eu posso cantar e bradar
It's such sweet peace to know the Lord
É doce a paz ao saber que o Senhor
Still lives in this old house.
Ainda reside nesta velha habitação.

To Him it's been a dwelling place
Para Ele, tem sido lugar de habitação
Where He kept my hand in His
Onde Ele tomou a minha mão na Sua
To me, it’s home away from Home
Para mim, isto é morada longe da Morada
It’s all that really is
Isto é o que, em verdade, é
And it sure ain't fine and fancy
Com certeza, não é tão bela e chique  
And all I can boast about
E tudo de que posso me vangloriar
Is after all the years the Lord
É que, depois de todos estes anos, o Senhor
Still lives in this old house.
Ainda reside nesta velha habitação.

After all these years the Lord
Depois de todos estes anos, o Senhor
Still lives in this old house!
Ainda reside nesta velha habitação.

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N° 297 : “RENÚNCIA”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 07 de Maio de 2017

Reproduzo, aqui, parte do recente depoimento do ex-diretor de serviços da Petrobrás, Renato Duque, ao juiz Sérgio Moro, começando com uma das perguntas deste último:
… o senhor também recebeu esses valores [propina]?
Recebi, sim senhor, e me arrependo!…  Gostaria de dizer, desde já, que o dinheiro que tem, gostaria de assinar qualquer documento para repatriar o mais rápido possível; não tenho interesse nesse dinheiro [sic].

– As investigações apontam que o senhor tem duas contas offshore em Mônaco, com um saldo de 20 milhões de Euros [cerca de 70 milhões de Reais]; esse dinheiro, essas contas são do senhor mesmo?
– São, e eu gostaria novamente de enfatizar: quero assinar qualquer documento para repatriação, para que esse dinheiro volte a quem de direito.
– Só essas duas contas, ou tem mais?
– Tem outra, no Banco Cramer; também renuncio!    

Assim, não tendo declarado o saldo da terceira conta fora do país, é certo que tenha juntado um montante superior a 70 milhões de reais, só de propinas do Petrolão. Renato Duque é o mais antigo detento de prisão preventiva da Lava-Jato: foi preso, inicialmente, em Novembro de 2014; novamente (e desde então) em Março de 2015. Só agora, mais de dois anos passados, a prisão preventiva dele surte algum efeito prático benéfico para as investigações.

O que chama atenção, porém, é o tom de declaração de renúncia. Condenado em três processos criminais, somando penas que ultrapassam 50 anos de prisão, Duque, que tem 61 anos de idade, confessou seus crimes. Tendo confessado, é pouco provável que as instâncias superiores mudem sua situação. Em cada dia de sua permanência na carceragem, além do aparente conflito a que chegou, por uma fortuna que não lhe era lícita, é um tanto certo que uma pergunta se repete na sua mente: tenho mais de 70 milhões lá fora, mas estou condenado a ficar na prisão algumas dezenas de anos; que me adiantará toda essa fortuna?  Mesmo que fique preso apenas um terço, ainda assim, sairia da prisão apenas quando já tivesse mais de 85 anos de idade. Corre o risco de sair só para o cemitério…     

É uma história que muito bem ilustra o que ensina o Senhor, na Escritura: “E chamando para si o povo, com seus discípulos, disse-lhes: se alguém me quer seguir, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque, o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á. Pois, de que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma? Ou, que dará o homem em troca pela sua alma? (Marcos 8.34-37, BCF).

Pode Renato Duque ter tido um surto de bondade, de bom caráter, de alta moralidade? Pode! Ele e Deus sabem… Mas, o que ninguém tem dúvidas é que ele está abrindo a boca, confessando culpa, renunciando à fortuna, delatando outras pessoas, para ganhar, em troca, algum tempo de redução de pena.

Mudando de personagem: se eu e você não fizermos o mesmo, renunciando, corremos o sério de risco de passar todo o tempo de vida neste mundo e, no fim, perder a alma. E isto não tem volta; é caminho de eternidade. Jesus disse claramente: quem quiser salvar a sua vida, isto é, quiser tirar todo o proveito possível da sua vida, sem pensar em como Deus quer que ela seja vivida, pode perder sua alma… Por outro lado, quem renunciar a privilégios da vida por amor de Jesus Cristo e do seu evangelho, salvará a sua alma! Salvará a sua alma!! Salvará a sua alma!!!

De modo análogo ao que uma fortuna de mais de 70 milhões de Reais para nada serve a um condenado, sem chance de aproveita-la, assim o mundo inteiro debaixo de nosso braço, ou sob nossos pés, valerá alguma coisa, com a alma fadada ao inferno.

Infelizmente, há muitas pessoas que ainda preferem o mundo (ou a maior porção dele possível), sem perceber que suas almas estão na beira do inferno…  E, há também um grande número de pessoas que tiveram suas almas livradas do inferno, mas ainda não conseguem cumprir, corretamente, o que Jesus exigiu para segui-lo: “Se alguém quer vir após mim, a si  mesmo se negue, tome dia a dia a sua cruz, e siga-me” (Lucas 9.23, ARA). Renúncia! Renúncia diária! Algo difícil de se entender, raro de se fazer, imprescindível a quem quer viver! Viver em graça, aqui; em glória, na eternidade!

 Judson Wheeler Van DeVenter (1855-1939) era um homem muito talentoso, artista. Converteu-se ao evangelho aos 17. Tocava e ensinava treze instrumentos musicais, tal era sua versatilidade. A certa altura da vida, sentiu-se chamado a dedicar-se aos empreendimentos evangelísticos; a promissora carreira, porém, lhe segurava. O dilema se transformou em crise, até que, em 1896, num momento de clímax, resolveu ele ceder ao apelo do Espírito. Disto, logo surgiu a composição musical que influenciou tanta gente  -de Billy Graham a Oprah Winfrey. Aqui, na voz de Giselli Cristina, em versão vernacular.

Ouça, com nosso
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N° 296 : “QUARENTENA”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 30 de Abril de 2017

Não sou cabalista – já vou logo dizendo…

“Quarentena” é uma palavra, em nosso idioma, de origem italiana (quarantina), que, por seu turno, vem do latim (quadraginta). Significa qualquer conjunto de quarenta unidades: dias, castigos, anos, etc… A medicina antiga considerava que o tempo de manifestação de uma moléstia contagiosa seria de quarenta dias; daí, as autoridades sanitárias de grandes cidades portuárias européias decretaram a quarentena – período de quarenta dias em que a tripulação dos barcos deveria aguardar fora do porto, antes de aportarem à cidade. Nada se manifestando, os marinheiros desciam normalmente.

No setor obstétrico, tornou-se ‘lei’ determinar às mães, imediatamente após o parto, a quarentena de dias de cuidados especiais, para o bem delas e de seus bebês.  A lei mosaica dos judeus estabelecia que, em determinados casos, a culpa de um homem seria cobrada com açoites; entretanto, havia um limite: uma quarentena, que era o máximo a aplicar-se a um infrator, de cada vez. Para evitar-se o risco de excedimento, era comum os judeus aplicarem “uma quarentena de açoites menos um”, que equivalia a 39. Paulo, por cinco vezes passou por isto (II Coríntios 11.24).

Na maioria das vezes, de fato, uma quarentena é contada em dias… Mas, poderia ser quarentena de anos, por exemplo. O número “quarenta” é recorrente e significativo, na Escritura. As chuvas torrenciais do Dilúvio de Noé duraram quarenta dias inteiros; isto significou um intenso período de juízo divino sobre a terra (Gênesis 7.17). Ao término daqueles quarenta dias, só as almas que estavam na arca restavam vivas no planeta.

No antigo Egito, a técnica do embalsamamento durava quarenta dias; assim se fez com Jacó, antes de trazerem seu corpo de volta a Canaã (Gênesis 50.3). Quarenta dias inteiros foi também o tempo em que Moisés permaneceu na presença de Deus, no Monte Sinai (Êxodo 24.18). Foi um período glorioso na vida de Moisés, mesmo sem comer nem beber; o seu rosto resplandeceu por estar na presença de Deus tão próxima.

Quarenta dias foi o tempo em que Josué e Calebe, junto com mais dez homens, prospectaram a terra da promissão, como espias (Números 13.25). Foi um tempo em que dois foram aprovados, aos olhos de Deus, e dez foram reprovados, ante os mesmos olhos. Por conta da infidelidade daquele povo, quarenta anos foi o tempo de sua peregrinação no deserto, antes que a geração seguinte tomasse posse da promessa na terra (Números 14.32-34). Aqueles quarenta anos também foram tempos de provação severa.

Por quarenta dias o gigante filisteu chamado Golias afrontou a Deus, desafiando o povo de Israel (I Samuel 17.16). Mais provação que se colocou à frente do povo de Deus. Saul reinou quarenta anos, Davi reinou quarenta anos, e Salomão reinou quarenta anos. E em todos esses períodos, jamais faltou provação sobre provação.

 Quarenta côvados, tinha o lugar mais íntimo da comunhão de Deus no santuário de Israel – chamado “Lugar Santo” (I Reis 6.17). Quarenta dias peregrinou Elias até o Monte Horebe, sem comer nem beber, em busca da presença de Deus (I Reis 19.8).

Como se não bastassem as quarentenas de provações dos homens comuns, o próprio Filho de Deus foi submetido a uma quarentena de tentações diabólicas, em completo jejum (Lucas 4.2). Ali foi o máximo de provação e tentação, juntas…

Entretanto a última quarentena significativa da Revelação de Deus se dá a partir da ressurreição de Jesus: “Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas indiscutíveis de que estava vivo. Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus” (Atos 1.3, NVI). Nesse momento da história, tudo muda. Quarentenas de tentações e provações não aparecem mais na Escritura. Em lugar disto, surge uma quarentena vitoriosa, regozijante. Seu tema principal passa a ser o Reino de Deus, a esperança bendita da glória.

Nossa quarentena, hoje, é mista. Encontramo-nos, hoje, em parte sob provas e tentações; em parte, sob o estigma da quarentena do Cordeiro Vencedor. A vitória do Cordeiro de Deus é a nossa vitória; a vida triunfante por ele conquistada é também nossa; o reino de Deus, do qual ele, com propriedade total, falou naqueles dias, é o reino no qual somos investidos, e para o qual cultivamos esperança e expectativa magistral. Aqueles quarenta dias foram os últimos, seus, aqui no mundo. Mas, o sabor da vitória já estava com ele. Estamos, também, em quarentena derradeira aqui neste mundo; mas, o sabor da vitória já está, também, conosco.

Não sou cabalista – disse desde o começo. Quarenta é apenas um número ilustrativo. Tempo de ouvir e de falar sobre o Reino de Deus – a mais gloriosa esperança! Estamos em quarentena! Viva sua quarentena como a viveu Jesus!

Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 295 : “NÃO ERA O FIM: ERA SÓ O COMEÇO!”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 16 de Abril de 2017

Houve um tempo em que a ficção foi um gênero em alta produção nos filmes. Lembro-me de alguns exemplares: o Túnel do Tempo era uma série que permitia viajar ao passado; os protagonistas iam e voltavam, levando seu conhecimento do presente, tentando interferir na história; Viagem ao Fundo do Mar, com o Almirante Nelson e o Capitão Crane, misturava a curiosidade pelas maravilhas do oceano com diversas invenções típicas de Hollywood; Perdidos no Espaço cativou a atenção de várias pessoas, naquela geração… A família Robinson, tripulando a nave Júpiter 2, parecia fadada a nunca mais voltar ao planeta terra. Viagem ao Centro da Terra fascinava, sob a utópica tarefa sugerida pelo seu título.

Para muitos, é do mesmo gênero a narrativa da ressurreição de Jesus.  O fato de o evento de ressurreição não ser contado entre os eventos naturais da história do planeta deixa os céticos em profunda dúvida quanto à ocorrência de Cristo. Maior que a incredulidade quanto a essa ressurreição, certamente é o desconhecimento do poder de Deus, e a rejeição da realidade de que o Messias encarnado era também divino. Reuben A. Torrey (1856-1928) disse que “a ressurreição de Cristo é a pedra angular da doutrina do evangelho, o Gibraltar da evidência cristã, o Waterloo do liberalismo”.

Pedra angular é, na antiga tradição das construções, a principal pedra do alicerce; ela era lavrada de modo inteiramente regular, oferecendo o ângulo preciso para a continuidade do alicerce nas demais direções. É uma pedra de gabarito: dela dependia a precisão do alicerce; e, da precisão do alicerce dependia precisão ortogonal da construção.

Gibraltar é o estreito geográfico que separa o Mar Mediterrâneo do Oceano Atlântico; o continente europeu do continente africano. Sua referência para as navegações está na imponente Rocha de Gibraltar, marco mais importante do estreito. Dizer, por analogia, que algo ou alguém é o Gibraltar de uma situação significa dizer que é a segurança em que repousa a situação. Uma gigante mundial do mercado de seguros – empresa centenária – usa a efígie da Rocha de Gibraltar como símbolo da segurança que oferece aos seus clientes.

Waterloo foi o lugar que dá nome à batalha (1815) que pôs fim ao temido império francês de Napoleão Bonaparte (1769-1821). O liberalismo descrê da ressurreição de Cristo, porque descrê que na sua pessoa estava a natureza divina, tanto quanto a humana; e, descrê deste fato, porque o Deus que diz conhecer só conhece à distância. Para estes, nada adianta oferecer todos os testemunhos, todas as evidências, todas as provas de que o túmulo de Arimatéia se fez vazio: tal como os líderes judeus, resistirão a todos os fatos.

“Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?’ O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” ( I Coríntios 15.55-57, NVI).

Para quem conhece a Deus de verdade, transformado e convencido pela Sua Palavra, redimido pelo poder que continua em ação, não resta dúvida. “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita” (Romanos 8.11, ARA).

Dentre as mensagens que hoje recebi, em alusão à Páscoa, uma chamou especialmente minha atenção. O cenário mostrava o Gólgota; os dizeres: “Tudo parecia o fim, mas, na verdade, era só o começo!” Poucas palavras, grande significação…  A cruz não era o fim – era o começo! Três dias depois, um antigo exemplar da corrupção do poder: os guardas romanos, aterrorizados pela visão angelical, tal qual um raio fulgurante que mostrou o túmulo vazio naquela manhã de Domingo, receberam propina para defender a falsidade:
Tomem aqui este dinheiro; de agora em diante, digam que o corpo foi roubado enquanto vocês dormiam. E deixem as autoridades por nossa conta: lhe$ convenceremo$ de deixar você$ em $egurança!   

 Não deu certo! Porque, aquilo não era o fim: era só o começo! A pedra angular da doutrina do evangelho, o Gibraltar da evidência cristã, o Waterloo do liberalismo e de toda forma de ceticismo, estavam definitivamente estabelecidos! Jesus Cristo ressuscitou, e nós também ressuscitaremos!…

Ouça o coral masculino cantando, prá finalizar, Jesus Is The Cornerstone…

JESUS IS THE CORNERSTONE (1986) 
Jesus é a Pedra Angular
Lari Goss (1945-     )

Jesus is the Cornerstone,
Jesus é a Pedra Angular,
Came for sinners to atone; 
Veio para propiciar os pecados de pecadores
Though rejected by His own, 
Ainda que rejeitado pelos 'Seus' [João 1.11]
He became the Cornerstone!
Ele se tornou a Pedra Angular 
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

When I am by sin oppressed,
Quando estou oprimido pelo pecado 
On the Stone I am at rest;
Sobre esta Pedra eu encontro descanso
When the seeds of truth are sown,
Quando as semestes da verdade são semeadas 
He remains my Cornerstone!
Ele permanece minha Pedra Angular
Jesus is my Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

Rock of Ages, cleft for me,
Rocha Eterna, fende-te para me proteger 
Let me hide myself in Thee…
Deixa-me ocultar em Ti… 
Rock of Ages, so secure,
Rocha Eterna, tão segura, 
For all time it shall endure;
Há de prevalecer para todos os tempos;
Till His children reach 'their home',
Até que Seus filhos cheguem ao 'seu lar',
He remains the Cornerstone!
Ele permanece a Pedra Angular!

Till the breaking of the dawn,
Até que venha o rompimento da alvorada,   
Till all footsteps have ceased to roam;
Até que todos os passos vagueantes cessem;  
Ever let this truth be known,
Para sempre ecoe esta verdade, 
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

Jesus is the Cornerstone!!!
Jesus é a Pedra Angular!!!

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 94 : “PEDRA ANGULAR…”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 10 de Fevereiro de 2013

Faz uma semana que o estádio do Mineirão foi reaberto ao público. Fica relativamente perto de onde moro. 
Está chegando o 'espetáculo' da copa das confederações, depois vem o da copa do mundo, depois vem o da olimpíada. 
Belo Horizonte está entre as capitais a receber espetáculos daqueles futuros eventos (se Jesus não voltar antes, causando aquele 'espetáculo universal' final)…  
Dando uma passada por lá, no trajeto para levar meu 'caçulinha' ao Parque Guanabara, deu prá ver o "gigante da Pampulha" todo restaurado, bem como as novas construções. Ficou, realmente, imponente. Muitas modificações de vulto. Comentei com minha esposa: parece que agora não é mais possível um cidadão comum vir com seus filhos para andar de bicicleta nos páteos, como antes – está todo cercado, portões de bilheteria mais avançados… É! Deve ser necessário arrecadar muito dinheiro para se pagar o investimento… 
Mas o povo corresponde: no Domingo em que foi reinaugurado, ainda várias horas antes do primeiro jogo da nova fase, os torcedores já acorriam ao seu "templo". 

Fez-me lembrar Jesus, estando com seus discípulos no templo em Jerusalém, erigido por Herodes. 
Um deles exclamou, extasiado : "Que pedras, que construções ! " (Evangelho de Marcos, 13.2, ARA).
Mas Jesus logo acudiu, aproveitando 'a deixa' : "Vês estas grandes construções? Nâo ficará pedra sobre pedra, que não seja derribada!" (Marcos 13.2, também). 
Sua predição tinha um sentido histórico e um didático: o histórico se referia ao começo do procedimento judicial divino, cujo ponto de partida foi a "casa de Israel", a nação constituída sob a descendência física de Abraão; o didático, repousa sobre o caráter tipológico, ainda futuro hoje: O juízo que começou pela "casa de Israel" há de se consumar sobre o mundo inteiro, em sua volta. 
E aí, pensei, numa apropriação 'quase indébita', com a imagem do novo e imponente Mineirão na cabeça : "não ficará pedra sobre pedra" ali também… 

Naquele mesmo episódio do evangelho (talvez com uma separação de horas, ou minutos), Jesus pronunciou um acréscimo significativo à profecia que acabo de lembrar. Por conta do orgulho judaico acerca de seu majestoso templo, Jesus advertiu seus ouvintes, :
"Nunca lestes nas Escrituras: A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se a pedra [principal], angular; isto é obra do Senhor, e é admirável aos nossos olhos" (Evangelho de Mateus, 21.42, BCF). Isto foi citado do Salmo 117.22. Humanamente falando, diria : "Que pena!". 
Um apóstolo designou os "apóstolos e profetas" da Escritura como "fundamento" (Efésios 2.20); outro apóstolo deixou um eminente apelo. 
"Livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, inveja e toda espécie de maledicência. Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação, agora que provaram que o Senhor é bom".
À medida que se aproximam dele, a pedra viva — rejeitada pelos homens, mas escolhida por Deus e preciosa para ele — vocês também estão sendo utilizados como pedras vivas na edificação de uma casa espiritual para serem sacerdócio santo, oferecendo sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus, por meio de Jesus Cristo.  Pois assim é dito na Escritura: "Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa, e aquele que nela confia jamais será envergonhado"Portanto, para vocês, os que crêem, esta pedra é preciosa; mas para os que não crêem, 'a pedra que os construtores rejeitaram se tornou pedra angular 
" (I Pedro 2.1-7, NVI).

Que tipo de construção poderia sair de um alicerce em que a pedra de ângulo, a que proporcionava o esquadro, a ortogonia para toda a obra, fosse desprezada? 
Ela é o gabarito para todo o alicerce e, de resto, para toda a construção. 
Isto aponta para uma dupla funcionalidade desta "pedra": referência para todo o alicerce, ou obstáculo de tropeço para os que a desprezam… 
Esse é Jesus: o gabarito, o referencial de todo alicerce seguro. 
Se os judeus quizessem preservar uma religião ajustada com Deus, até uma vida ajustada com Deus, jamais poderiam ter desprezado a "pedra angular".  
Se católicos romanos quizerem ter uma religião ajustada com os propósitos divinos, isto começa do mesmo jeito: com a "pedra angular" – Jesus!
Se evangélicos, igualmente, quizerem ter uma religião ajustada com os propósitos divinos, isto começa também do mesmo jeito: com a "pedra angular" – Jesus!
Posso trocar a palavra "religião" por "filosofia de vida", por "sentido de existir", por "projetos pessoais", por "empreendimentos" de toda natureza, que nada mudará na diretiva. 
Sem o referencial basilar, o alicerce será irregular; por conseguinte, a edificação será irregular e insegura. 
Não há filosofia de vida, não há sentido de existir, nem projetos pessoais ou empreendimentos de toda natureza que garantam significação genuína, se não forem instalados, assentados e firmados sobre a rocha, o fundamento verdadeiro, a "pedra angular" – é Jesus! E só Jesus, sem nenhuma outra 'concorrência'!

Pergunto: se vc fosse convidado a efetuar uma lista de seus projetos pessoais ou seus empreendimentos (futuros ou presentes), separando-os em duas colunas: a primeira, dos que nasceram (ou são gestados) de sua própria mente e coração;  a segunda, que nasceram (ou são gestados) com uma reflexão verdadeira sobre como assentar tais projetos "sobre a pedra angular", a "rocha eterna", o "alicerce referencial", quantos e quais teria listados na segunda coluna?
Entre os projetos presentes, quero me referir a todos, sem exceção, desta vida; entre os projetos futuros, quero me referir aos que ainda estão por vir mas, especialmente, ao projeto para a vida vindoura, no "porvir"…
Se Jesus não é "pedra angular" para referência na vida de qualquer de nós, só restará uma possibilidade: será ele "pedra de tropeço", isto é, de juízo, de cobrança pelo desprezo. 

O hino de hoje, que desfecha a nossa singela mensagem, é mais um das minhas recuperações de antigas gravações de rádio.
O compositor do mesmo, membro de uma igreja batista nos Estados Unidos, ainda é vivo. 
Ele compôs o hino depois de pelo menos duas "bordoadas" severas da vida que o abalaram (embora "todas as coisas concorram para o bem dos que amam a Deus"): 
a perda do irmão mais velho, em 1980, que com ele e outro irmão compunham o trio Goss Brothers, e o acometimento de um câncer, contra o qual ainda luta. 
A mensagem assentada sobre a melodia é derivada do texto de Salmo 117.22, Mateus 21.42,Efésios 2.20 I Pedro 2.6,7
Quis ele deixar, em verso e arranjo musical, a mensagem de que, mesmo que o mundo se abale, a "pedra angular" jamais será abalada, nem aqueles que 'nela' se firmam.

Ouça, em voz coral masculina mui harmoniosa…   

 

JESUS IS THE CORNERSTONE (1986) 
Jesus é a Pedra Angular
Lari Goss (1945-     )

Jesus is the Cornerstone,
Jesus é a Pedra Angular
Came for sinners to atone; 
Veio para propiciar os pecados de pecadores
Though rejected by His own, 
Ainda que rejeitado pelos 'Seus' [João 1.11]
He became the Cornerstone!
Ele se tornou a Pedra Angular 
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

When I am by sin oppressed,
Quando estou oprimido pelo pecado 
On the Stone I am at rest;
Sobre esta Pedra eu encontro descanso
When the seeds of truth are sown,
Quando as semestes da verdade são semeadas 
He remains my Cornerstone!
Ele permanece minha Pedra Angular
Jesus is my Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

Rock of Ages, cleft for me,
Rocha Eterna, fende-te para me proteger 
Let me hide myself in Thee…
Deixa-me ocultar em Ti… 
Rock of Ages, so secure,
Rocha Eterna, tão segura, 
For all time it shall endure;
Há de prevalecer para todos os tempos;
Till His children reach 'their home',
Até que Seus filhos cheguem ao 'seu lar',
He remains the Cornerstone!
Ele permanece a Pedra Angular!

Till the breaking of the dawn,
Até que venha o rompimento da alvorada,   
Till all footsteps have ceased to roam;
Até que todos os passos vagueantes cessem;  
Ever let this truth be known,
Para sempre ecoe esta verdade, 
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!
Jesus is the Cornerstone!
Jesus é a Pedra Angular!

Jesus is the Cornerstone!!!
Jesus é a Pedra Angular!!!

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ACRF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional