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N° 319 : “O BOM PASTOR”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 29 de Outubro de 2017

“Eu queria tanto que você aprendesse a tocar esse hino pra mim!… Faz assim: eu canto, e você vê se consegue tirar, pode ser?” Olhei para aquela idosa senhora, sua cabeça toda branquinha, chegando aos noventa anos, vi nos seus olhos uma expectativa como que de uma criança… Tinha vindo lá do interior paulista para passar uns dias com a filha e família. Sua filha era cristã, e tentava ensinar seus dois filhos no caminho do Senhor. Seu marido, porém, parecia constantemente avesso a toda expressão de devoção cristã. Não raras vezes o vi tratando com inocultável rispidez a esposa… E agora, a mãe dela, já certamente perto do seu fim de vida, parecia contemplar, com tristeza, as cenas.

Eu me lembro do seu nome, que vai ficar guardado na minha memória; mas, ela não queria ser tratada pelo nome: fazia questão de ser chamada, por todos, simplesmente de “vó”!

– Vó, então tá bem; vou tentar aprender e te acompanhar…  

Eu tinha um violão na mão, no recinto da igreja. E ela nem se fez rogar: logo começou a cantar o hino, com sua voz já bastante tênue, pelo correr dos anos. A melodia não era tão difícil, mesmo para alguém que nunca passou de um aprendiz ‘pré-escolar’ do violão, como eu… Quando, finalmente, consegui acompanhar, com notas mal dedilhadas, nas cordas daquele violão, a magnífica melodia, ela não conseguiu reter, nos olhos, aquele líquido próprio dos elevados sentimentos. E, enquanto eu a via e ouvia cantar, testemunhava a eloqüente oração que do mais interno do coração dela, e das veias mais profundas da alma, saía:


Querido Salvador, o teu imenso amor,
Enche o meu coração de gratidão!
Eu só não posso andar, vem-me, Senhor, guiar,
Com tua santa mão, à Celestial Mansão!

O título do hino é JESUS, O BOM PASTOR. E é mesmo! Ele mesmo o disse, com a maior de todas as propriedades: “Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas… Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, assim como o Pai conhece a mim e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas” (João 10.11, 14,15).

Ele é mesmo, esse bom pastor. Quem é aquele que, tendo todos os privilégios e prerrogativas divinos da trindade no céu, se desvencilhou deles, temporariamente, para descer ao mundo, e fazer-se um de nós, para assumir as culpas de todos nós que nele cremos? O Bom Pastor!  Quem é aquele que, vendo a mais profunda miséria na qual o pecado afundou o homem, se compadeceu, e assumiu a mediação expiatória por ele? O Bom Pastor!

Quem é aquele que, não só enquanto aqui esteve, mas até hoje, perscrutando as dores e angústias mais tangentes que portamos, ainda no presente se compadece, e se enternece, e nos consola e conforta? O Bom Pastor!

Quem é aquele que, quando passamos por um vale escuro, sem saber para qual lado seguir, nos toma pela mão, nos conduz, faz-se – ele próprio – nosso guia seguro, trazendo luz (porque Ele é luz!), para a caminhada? Não é outro, senão o Bom Pastor! Além disto, é aquele em cuja companhia a vida é muito mais que vale de lágrimas e dores… É vida!

E mais: quem é aquele a quem, mesmo vendo-nos nós a nós mesmos escanteados pelos semelhantes, podemos nos voltar com esperança, porque ele nunca nos escanteia?… Nunca nos despreza?… Nunca nos menospreza?… Somente ele – o Bom Pastor!

O Bom Pastor é bom, porque sua virtude de ser bom lhe é própria, intrínseca e inesgotável! Ele é bom, porque ama e dá a vida pelas suas ovelhas! Ele é bom, porque jamais age como mercenário (e o mundo se está enchendo, cada vez mais, de mercenários)… Ele é bom porque nos livra do abismo, e nos conduz a pastos verdejantes… Ele é bom porque, com ele, que atração nos trará o mundo, se nele temos o maior prazer? Ele é bom porque cumpre, e cabalmente cumprirá o que prometeu:

– “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus? Crede também em mim! Na casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fora, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei, e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também! (João 14.1-3, ARA).

Nunca mais, depois daqueles dias, vi a “vó”. Como isto se deu há uns 30 anos passados, certamente já deve estar nos braços do Bom Pastor. Braços estes, que também aguardam, para acolher, todas as suas ovelhas!… Que Bom Pastor! Que inigualável e maravilhoso Pastor!    

Pois bem! Não faz muito tempo que descobri que o hino gravado, pela primeira vez, em disco vinil, no ano de 1946, por Carlos René Egg (1912-1982), em dueto com sua esposa Martha Faustini Egg (1920-…). Na mensagem musical de hoje, sua execução, pelo coral e orquestra da Uni-Cesumar, de Maringá.

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses 

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 318 : “ORAÇÕES DIÁRIAS IMPRESCINDÍVEIS – III”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 15 de Outubro de 2017

“Venha o teu reino; seja feita a Tua vontade!…”

Uma das formas de visita hospitalar das mais difíceis é aquela em que o paciente se encontra sob precária condição de sobreviver…

Lembro-me de um dos episódios: um enfermo na UTI de um hospital; familiares me solicitaram a visita e a intercessão por ele, em companhia de um deles. Lá chegando, o quadro mostrava total dependência de respiração mecânica, profundo estado de inconsciência. Difícil!

A visita precisa trafegar numa via ampla, que ladeia, numa margem, a esperança de que para Deus não há impossíveis, e na outra margem a realidade nua e crua. Há quem faça isto prometendo o que Deus não permitiu prometer… Dizem aos familiares:
– Tenham fé, que ele (ou ela) vai sair daqui, em Nome de Jesus!…
Ou, então, se o paciente tiver algum grau de consciência, a promessa encantadora é feita ao próprio. Mas, quem autorizou a previsão? Quem respaldou a promessa? Se questionados, se defendem dizendo que trata-se de exercício de fé…

Lembro-me de sucessivas visitas que fiz a uma senhora; em todas as visitas ela queria que eu dissesse se ela estava melhorando, e quando poderia sair dali… Também o perguntava aos médicos… Até que a consciência cedeu à inconsciência, e depois a falência.

Não tenho dúvidas de que Deus nos permite alimentar as mais realizadoras esperanças; e que Ele mesmo alimenta algumas, viáveis e reveladas, na Sua Palavra. Mas, é preciso consciência e sobriedade… Difícil, mesmo, é fazer uso das palavras que Jesus fez na oração do Getsêmani: “Contudo, não seja como eu quero, e sim como Tu queres” (Mateus 26.39, ARA); “Pai… se não for possível… faça-se a Tua vontade” (Mateus 26.42, ARA).

Na Oração do Mestre, temos esta didática parte, que bem pode emular orações diárias imprescindíveis: “Venha o Teu reino; faça-se a Tua vontade” (Mateus 6.10). É mais uma porção que não diz tanto respeito a novas disposições em Deus, quanto o diz no tocante a novas disposições em nós… Ao dizermos – venha o teu reino – estamos expressando nossa aspiração de que o domínio de Cristo no mundo se amplie e se complete, subjugando todos os adversários. Mais que isso, estamos nos dispondo, nós mesmos, a ser súditos desse reino, a submeter nossa vida ao seu mandato real.

Quando dizemos – faça-se a tua vontade, assim na terra, como no céu – estamos nos humilhando sob a poderosa mão de Deus, sujeitando nossa própria vontade à Sua vontade, que é sempre boa, agradável e perfeita (Rm 12.2).

O apóstolo Tiago ensina: Ouçam agora, vocês que dizem: ‘Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro’; vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa.
Ao invés disso, deveriam dizer: ‘Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo"
(Tiago 5.13-15, NVI).

Em 1755, João Wesley conclamou os fiéis a uma prece, que ele chamou de Oração da Adoração da Aliança. Para transformar em ato litúrgico, tomou-a ele emprestada do puritano Richard Alleines, que a publicou em 1663. O dirigente diz:
– “Ó Senhor nosso Santo Deus e Pai, que nos chamou mediante Jesus Cristo, para sermos participantes desta graciosa Aliança: com regozijo, tomamos sobre nós o jugo da obediência, e nos comprometemos, por amor a Ti, a conhecer e cumprir Tua perfeita vontade.”
O povo de Deus responde:
– “Não mais pertenço a mim mesmo: eu sou Teu! Submete-me ao que quiseres, coloca-me onde quiseres, coloca-me com quem quiseres; dispõe-me a fazer, dispõe-me a sofrer; usa-me Tu mesmo, ou não, conforme quiseres; exalta-me, ou quebranta-me, tudo por Ti; enche-me, ou esvazia-me; que eu tenha tudo, ou que eu tenha nada; eu, livremente e de coração, farei todas as coisas para Teu louvor, à Tua disposição! E agora, ó glorioso e bendito Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, Tu és meu, e eu sou Teu! Que assim seja! E que esta aliança que eu assumo na terra, seja confirmada no céu! Amém.”

Agrada aos ouvidos de Deus dizermos a Ele, diariamente, de coração:
Tua vontade, faze ó Senhor;
Eu sou feitura, Tu és o autor
Molda e refaze todo o meu ser,
Segundo as normas do Teu querer! 

Ouça, aqui, um hino do Salmo 142, sob a interpretação do Coral Vozes do Calvário (Campinas, SP), em companhia da Orquestra Filarmônica Messiah. 
Segue a letra, para o caso de ser útil… Mais abaixo, nosso Audio  Player… 

SALMO 142
(COM A MINHA VOZ CLAMO AO SENHOR, 1980)
Verner Geier  

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Quando aqui dentro de mim esmorece o meu espírito,
Tu então conheces minha vereda
Olho à mão direita e vejo: Não há quem me conheça,
Não há ninguém onde me refugiar!…

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Ó Senhor a Ti clamei, pois Tu És o meu refúgio
E o meu tesouro entre os viventes
Vem, atende ao meu clamor, estou muito abatido
Livrar-me vem do forte tentador!…

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Tira-me desta prisão e assim louvarei Teu nome
E então os justos me cercarão
Meu Senhor, eu clamo a Ti: Oh, vem livrar minh'alma
E cantarei que me fizeste bem!

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Boa semana, até próximo Domingo, se Deus quiser (Tg 4.15) !
Ulisses 

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional

N° 186 : “VAI TUDO BEM?”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 11 de Janeiro de 2015

Numa entrevista, perguntaram ao famoso artista brasileiro:

– Já vão ficando famosas as histórias de palhaços que fazem todo mundo rir, e que, lá por trás, na vida real, carregam grandes tristezas; é verdade?
– No meu caso, não poderia ser mais verdadeiro. Tínhamos acabado e montar o circo numa cidade paulista. Minha mãe, meu irmão e eu ficamos ajudando nos trabalhos para o primeiro espetáculo; meu pai deu uma saída e sofreu um acidente fatal instantaneamente. Perguntei à minha mãe – E agora? E decidimos que tínhamos que cumprir a agenda. Eu e meu irmão éramos palhaços, naquele dia. E assim foi: enquanto, por trás da máscara de palhaço, fazíamos o público rir, quando voltávamos atrás do picadeiro estávamos lá, velando nosso pai.  

Que coisa! Um dos mais famosos palhaços brasileiros foi o Arrelia (Waldemar Seyssel, 1905-2005). Foi ele quem tornou célebre, repetindo junto ao público, em cada espetáculo, a marchinha:– Como vai, como vai, como vai? Como vai, como vai, vai, vai? – Muito bem, muito bem, muito bem! Muito bem, bererém, bem bem!  Dizem que Waldemar chegou a confidenciar a alguns quantas vezes tinha o coração dilacerado, enquanto o Arrelia, na sua pele, fazia rir.  

A nossa vida não é tão diferente. Ela pode retratar diferentes reações, diante de uma simples pergunta, como – Como vai? E, mesmo sendo uma pergunta simples, exige discernimento para ser feita: Coisa desconcertante é chegar num hospital, para uma visita, e perguntar – Como vai?…  

Nos encontros cotidianos, uma reação não muito rara é a de quem só espera uma pergunta desse tipo, para começar a derramar suas lamúrias. Nem vale a pena perguntar. Começa, se estende, como se ninguém mais sofresse. Se fazemos menção de seguir adiante, apontando que o tempo avança, ainda diz…– Espere! Não terminei ainda… A própria vida lhes é a melhor chance de murmurar…   Há uma outra reação curiosa –  a daqueles que perguntam, mas querem mesmo é uma chance de falar de si.  Quando se lhes faz a pergunta – Como vai – seja qual for a resposta, não estão muito interessados nela, porque não são bons de ouvidos; são bons de boca. Estão interessados na primeira chance que lhes for dada para interromper e começar a falar de si. 

Há, porém, uma reação incomum. Fazemos a protocolar pergunta:
– Como vai? E a resposta pode ser, ou não, também protocolar:– Tudo bem! Ou… Tudo em paz!

Se for apenas protocolar, é porque quem responde não quer conversa. Mas, se não for (e é preciso certa astúcia investigativa para discernir), trata-se, por certo, de uma virtude altaneira, virtuosa. Diante da resposta, melhor seria acrescer – Tudo em paz, como? Se houvesse tempo para parar, e dizer como realmente vão as coisas, a pessoa que pergunta ainda diria:- E você ainda diz – tudo bem – ou – tudo em paz? 

Assim foi com a mulher sunamita, que hospedou o profeta Eliseu. A história se encontra no ‘livro’ bíblico de II Reis, capítulo 4. Ela não tinha filhos; seu esposo já não era capaz de proporcionar-lhe uma gestação. O profeta quis retribuir-lhe pela fidalguia da hospedagem; sob a condução divina, prognosticou-lhe um filho para dali um ano. Mas, nascido o menino (alegria da sua mãe e do seu pai), eis que ele um dia veio a falecer subitamente. E a mulher foi em busca do “homem de Deus”, que era o profeta Eliseu, que estava no Monte Carmelo. Aparentemente, Eliseu pressentiu que algo estava mal, mas não sabia o que era (o Senhor lho encobriu). A mando de Eliseu, seu discípulo e auxiliar Geazi foi acionado, para encontrá-la, ainda no caminho: “Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com o teu filho?  Ela respondeu: tudo bem!”  (II Reis 4. 26, ARA). Sua resposta foi equivalente a – Está tudo em paz! Muito parecida com o título do hino que lastreia a mensagem Nº 140 – “Paz?… Que Paz?”, hino de autoria de Horatius Gates Spafford (1828-1888); ver em http://www.efrata.net.br/no-140-paz-que-paz/

O filho daquela mulher de fé e piedade estava morto sobre uma cama, em casa, desde poucas horas antes, e ela dizendo: Está tudo em paz! Lá por dentro, o coração de mãe bem sabia o tamanho da dor. Pois bem! Uma coisa posso dizer: é possível que, da próxima vez que eu perguntar a alguém – Vai tudo bem? A resposta não me mostre toda a verdade. Duas até, posso dizer: Talvez seja possível penetrar um pouco mais naquele mundo fechado, se eu quiser ser verdadeiramente solidário, e não meramente protocolar. Na verdade, são três coisas que posso dizer: ainda que aquele mundo me fique oculto, tal qual o mundo fechado do protagonista que se traja de palhaço, escondido atrás de sua máscara de fazer rir, não está fechado para aquEle que sonda e conhece cada coração; aquEle, em quem podemos nos refugiar a qualquer tempo; aquEle que não se limita a tratar conosco  de modo protocolar.

Se tratarmos com Ele, igualmente de modo não protocolar, experimentaremos quão valioso é o Seu braço, a Sua força, o Seu consolo! Mesmo que a nossa face, externamente, mostre o comum do dia-a-dia, escondendo o esmorecimento de espírito, ainda assim, é Ele o único refúgio! Assim o salmista se expressou: “Ao SENHOR ergo a minha voz e clamo, com a minha voz suplico ao SENHOR. Derramo perante ele a minha queixa, à Sua presença exponho a minha tribulação. Quando dentro de mim me esmorece o espírito, conheces a minha vereda. No caminho em que ando, me ocultam armadilha. Olha à minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse. A Ti clamo, SENHOR, e digo: Tu és o meu refúgio, o meu quinhão na terra dos viventes. Atende o meu clamor, pois me vejo muito fraco. Livra-me dos meus perseguidores, porque são mais fortes do que eu. Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao Teu nome; os justos me rodearão, quando me fizeres esse bem” (Salmo 142, ARA).

A propósito, um depoimento adicional: “Era 01.30h, madrugada, Setembro de 1980. Era a minha vez: Mary (minha esposa) e eu nos revezávamos para cuidar do Billy (2 anos) e do Davi (apenas um mês de vida). Levantei-me, cuidei deles, e tentei voltar a dormir, mas os problemas dos dias correntes vieram-me à mente;  fugiu-me o sono.  Abri a Bíblia e parei no Salmo 142. Que conforto! Logo, me veio uma melodia… Levantei-me, plena madrugada, fui ao piano, e comecei a escrever a partitura. Além disto, harmonizei as quatro vozes, metrifiquei as estrofes. Olhei pro relógio: 7 da manhã… Com a minha voz, clamo ao Senhor… A Deus, toda a glória! ”

Ouça, aqui, o hino, sob a interpretação do Coral Vozes do Calvário (Campinas, SP), em companhia da Orquestra Filarmônica Messiah.  

Segue a letra, para o caso de ser útil… Mais abaixo, nosso Audio  Player… 

SALMO 142
(COM A MINHA VOZ CLAMO AO SENHOR, 1980)
Verner Geier  

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Quando aqui dentro de mim esmorece o meu espírito,
Tu então conheces minha vereda
Olho à mão direita e vejo: Não há quem me conheça,
Não há ninguém onde me refugiar!…

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Ó Senhor a Ti clamei, pois Tu És o meu refúgio
E o meu tesouro entre os viventes
Vem, atende ao meu clamor, estou muito abatido
Livrar-me vem do forte tentador!…

Com a minha voz clamo ao Senhor,
Com a minha voz ao Senhor suplico
Diante d'Ele a queixar-me eu estou,
Diante d'Ele exponho a minha aflição
Tira-me desta prisão e assim louvarei Teu nome
E então os justos me cercarão
Meu Senhor, eu clamo a Ti: Oh, vem livrar minh'alma
E cantarei que me fizeste bem!

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