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N° 312 : “OUTROS 500”

Ministérios EFRATA – O Bem & o Mal, a Cada Dia
Domingo, 03 de Setembro de 2017

Já ouviu a expressão “outros 500”? Depois de 500 anos em que o cristianismo se firmou pelo ministério dos apóstolos e pelo fechamento do cânon revelado da Escritura, o Oriente passou a se preparar para sucumbir diante de uma nova força religiosa que estava para surgir – o Islam. E o Ocidente? Começava a se perder no meio de tantas inovações que não haviam sido ensinadas por Jesus nem pelos apóstolos. Essas inovações começam a abrir o fosso entre o cristianismo do Oriente e o do Ocidente. Era ‘outro cristianismo’!

Depois de 500 anos daquela transição, o cristianismo do Oriente já estava muito enfraquecido; e logo veio a primeira ruptura (ano de 1054). E o Ocidente? Seu cristianismo se deteriorou numa versão tão desfigurada – o Escolasticismo, as Inquisições, a vida de clausura em mosteiros e conventos, que fez a Igreja mergulhar num período sombrio, infrutífero, árido e inerte. Era ‘outro cristianismo’!

Depois de 500 anos naquela decadência espiritual profunda (ainda que crescente a força política e secular da Igreja), não restou a alguns homens iluminados alternativa outra, senão a de promover a Reforma. Naquela época, Pedro Álvares Cabral descobria o nosso território.

Lutero (1483-1546), Zuínglio (1484-1531), Bucer (1491-1551) e Calvino (1509-1564) são os quatro pioneiros que desencadearam o mais retumbante movimento de busca e retorno daquela igreja apostólica, perdida no tempo e no espaço. Porque, ser religioso, ser cristão, nos dias em que aqueles homens de Deus começaram a Reforma, significava tudo, menos cristianismo verdadeiro. Era ‘outro cristianismo’!

Vê-se que a cada 500 anos, alguns fatos destacados marcam a história do cristianismo no mundo. 500 anos depois da Reforma, chegamos ao nosso tempo. Dentro de poucos dias, por todo o mundo estarão ocorrendo celebrações dos 500 anos. Aqui no Brasil também…

Sobre esse significativo evento, a jornalista Miriam Leitão (1953-…) escreveu um texto, no qual reafirma sua “educação protestante”. É verdade: eu mesmo conheci seu pai – o pastor Uriel Leitão, e também seus tios pastores, e também seus irmãos… O texto tem importantes asseverações, mas falha em não apresentar a verdadeira dimensão da Reforma: a Reforma é, sobretudo, uma efeméride laica porque representou valores universais que marcaram o fim da Idade Média e prenunciaram o Iluminismo”“…nunca achei que 31 de outubro é o dia das bruxas. Sempre foi o dia em que Lutero, em 1517, começou uma revolução”…  Foi tudo o que ela apontou…

E, onde estamos? Para onde vamos? Leio, nestes dias, uma notícia sobre a igreja alemã de Lutero: perdeu os focos que levaram o reformador a agir e a pregar como fez. Seus focos, 500 anos depois, são a vida social, a adoção da agenda mundana – casamentos homossexuais, ordenação de pastores e pastoras sem qualquer compromisso real com a doutrina de Jesus Cristo, e assim vai…

Na posição de educador da área teológica em que Deus me colocou, amplio a minha resenha: vejo costumes se deteriorando no meio do povo ‘herdeiro da Reforma’; vejo a vulgarização do ministério, vejo a sedução materialista e soberba atingindo, impiedosamente, aqueles que deveriam primar pela vida de piedade; vejo o empobrecimento da vocação ministerial, que parece ser, hoje, muito mais atraente pelo status que pode proporcionar, do que pelo desvelo por almas sem pastor; vejo o desvirtuamento de interesses que acentuam a confusão de identidade entre cristãos e gentios; vejo a destruição de valores que estão deixando o mundo admirado pelo tipo de cristianismo que vai sendo exibido diante dos seus olhos – repudiando-o. É um ‘outro cristianismo’!

Depois de apenas mais 500 anos… E estamos precisando muito mais de restauração da Reforma, do que de celebrações por ela. Estamos precisando muito mais de revitalização e reavivamento dos valores que acarretaram a Reforma, do que de lembranças envaidecidas sobre a sua história. Estamos precisando de ‘outro cristianismo’: o cristianismo bíblico, simples, autêntico, fiel, desprendido, modelar, genuíno, inspirador, altruísta, sacrificial, denodado, dos dias dos apóstolos!

“Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR requer de ti? Não é que temas o SENHOR, teu Deus, e andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do SENHOR e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?” (Deuteronômio 10.12, ARA).

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Miquéias 6.8, ARA).

Aí está! Depois de outros 500 anos!… E Deus continua desejando isto mesmo que os profetas Moisés e Miquéias proclamaram.

Que tal, prá terminar, ouvir o coro de Don Wyrtzen cantando o hino do Apocalipse ao Cordeiro? Clique o nosso

AUDIOPLAYER ONLINE (Controle de volume à direita)

WORTHY IS THE LAMB THAT WAS SLAIN (1970)
DIGNO É O CORDEIRO QUE FOI MORTO
Don Wyrtzen (1942…) 

Worthy is the Lamb that was slain (3x)
To receive power, and riches, and wisdom, and strength, honour, and glory, and blessing.
Worthy is the Lamb (3x) that was slain…Worthy is the Lamb!

A tradução é precisamente o texto de Apocalipse 5.12:
Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber o poder, as riquezas, a sabedoria, a força, a honra, a glória e os louvores.

 

Bom Domingo, boa semana,
Ulisses

Notas das citações bíblicas:
ACF – Edição bíblica de Almeida, Corrigida e Revisada Fiel, da Sociedade Bíblica Trinitariana
ARC – Edição bíblica de Almeida, Revista e Corrigida, da Sociedade Bíblica do Brasil
ARA – Edição bíblica de Almeida, Revista e Atualizada, da Sociedade Bíblica do Brasil
BCF – Bíblia Católica de Figueiredo, www.bibliacatolica.com.br
NVI – Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional